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Florestas nos EUA mostram destruição causada pelo aquecimento global
Seis florestas fossilizadas descobertas em minas de carvão nos Estados Unidos
constituem as primeiras provas pré-históricas de como as selvas tropicais são
destruídas pelo aquecimento global, e servem de alerta para a Amazônia.

As florestas datam de 303,9 milhões a 309 milhões de anos, período de forte
aquecimento global, o que permite aos pesquisadores comprovar os efeitos da
mudança climática sobre uma paisagem pré-histórica, informou nesta terça-feira
(9) o jornal "The Times".
Segundo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Bristol, os fósseis encontrados a
metros de profundidade nos Estados de Illinois e Kentucky indicam que essa
paisagem era coberta por musgos, plantas herbáceas e outras espécies primitivas
há 309 milhões de anos.
Depois do aquecimento global, há 306,5 milhões de anos, a paisagem sofreu uma
profunda transformação e as árvores foram substituídas por samambaias, segundo
Falcon-Lang.
As florestas primitivas, a maior das quais cobriu uma superfície de 10 mil
hectares, tinham uma vegetação tropical muito semelhante à Amazônia, assinala o
especialista britânico.
"Trata-se das maiores florestas fossilizadas do mundo. É extraordinário
encontrar uma paisagem florestal de tal extensão perfeitamente conservada",
explica Falcon-Lang.
As florestas ficaram soterradas durante tremores de terra e a vegetação se
manteve perfeita sob os sedimentos. As provas de sua existência podem ser vistas
atualmente em mais de 500 minas.
Falcon-Lang classifica de extraordinária a experiência de caminhar pelos túneis
dessas minas: "O carvão representa o solo sobre o qual crescia a floresta
tropical. As árvores estão no teto e se vêem raízes penduradas".
Segundo o especialista, aquelas árvores enormes sofreram estresse e morreram por
culpa do aquecimento global.
"A floresta tropical se arruinou durante esse período de aquecimento extremo. Os
musgos desapareceram da noite para o dia e foram substituídos por emaranhados de
samambaias. É o que pode acabar acontecendo na Amazônia", adverte o cientista.
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