|
Austrália investe para armazenar gases do efeito estufa
O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, anunciou nesta sexta que o país
investirá 100 milhões de dólares australianos (US$ 80,74 milhões) anuais para a
criação de um instituto internacional dedicado a criar tecnologia para capturar
e armazenar gases do efeito estufa.
Em declarações aos jornalistas em Canberra, Rudd afirmou que explicará os
detalhes do projeto na próxima semana durante uma apresentação na reunião da
Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York.
O primeiro-ministro prevê que o centro começará a funcionar em janeiro, mas não
disse onde o mesmo será localizado. O centro verificará tecnologias que permitam
às fábricas e centrais energéticas capturar as emissões de gases e injetá-las no
subsolo.
O chefe do Governo australiano ressaltou que o futuro instituto ajudará o Grupo
dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) a cumprir o
compromisso de ter 20 fábricas de armazenamento de CO2 até 2020.
"Queremos que este instituto para o armazenamento de gases na Austrália sirva
para conseguir centrais energéticas de carvão limpas", disse Rudd.
O governante informou que a captura de gases poderia chegar, em 2050, até 9,9
milhões de toneladas, o que representa cerca de 20% da redução de CO2 necessária
para deixar sua presença na atmosfera em 450 ppm (partes por milhão).
Este é o nível que muitos cientistas consideram o mínimo necessário para deter o
aquecimento global.
A Austrália, que ratificou o Protocolo de Kioto este ano, depois que os
trabalhistas ganharam as eleições gerais, é um dos países que mais emitem
dióxido de carbono.
|