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ONG diz que leilão sobre emissões de CO2 não aumentará preço da energia
da Efe, em Bruxelas
O leilão das concessões às empresas para a emissão de CO2 (dióxido de carbono)
não representará uma alta dos preços da energia, como teme a indústria, segundo
um estudo elaborado pela associação ecológica WWF.
Os autores do relatório chegaram à conclusão de que o que encarece os preços é o
sistema de comércio de emissões em si, e não a maneira como as concessões são
oferecidas ou vendidas.
Como exemplo, citam o caso da Alemanha, onde os produtores de energia já estão
cobrando do consumidor tanto os custos do combustível quanto o valor das
permissões de emissão de CO2, que no entanto são concedidas gratuitamente em sua
maioria.
A organização denuncia que as empresas de energia elétrica obtiveram "lucros
maciços" com o sistema de concessão gratuita aplicado na primeira fase do
comércio de emissões poluentes (entre 2005 e 2007) e com o atual, que continuará
sendo aplicado até 2012.
A WWF calcula que, no caso alemão, os lucros para as companhias elétricas
poderão alcançar os 34 bilhões de euros até 2012.
Segundo a organização, embora a normativa ajude alguns aumentos de preços
relativos ao leilão de permissões, estes serão "significativamente menores" que
os previstos pela indústria e alguns governos.
"A concessão gratuita ou o leilão acabarão sendo mais uma questão de canalizar o
dinheiro em direção aos cofres das companhias energéticas e às políticas de
mudança climática", afirmou Sanjeev Kumar, coordenador do sistema de comércio de
emissões para a WWF.
O sistema de leilão foi proposto pela Comissão Européia no começo do ano com a
idéia de que entre em vigor em 2013, quando as instalações industriais terão que
começar a comprar permissões de emissão de gases poluentes concedidas atualmente
de forma gratuita pelos governos.
A WWF explica que a decisão de mudar para este sistema se deve às "experiências
desastrosas" das concessões gratuitas de permissões para emissão de CO2.
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