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Estudo culpa atividade humana por aquecimento nos pólos da Terra
da France Presse, em Paris
O aumento da temperatura nos pólos da Terra pode, de fato, ser atribuído
"diretamente" à atividade humana, revelou um novo estudo, publicado na versão
on-line da revista norte-americana "Nature Geoscience".
"O aumento da temperatura nas últimas décadas nos pólos Ártico e Antártico pode
ser diretamente atribuído à atividade humana", concluiu uma equipe
internacional, baseada em dados compilados entre 1900 e 2008 e em projeções.
Os cientistas, coordenados por Nathan Gillett, da Universidade de East Anglia,
em Norwich (Inglaterra), registram a temperatura do ar nas regiões polares desde
1900. Munidos de mais de um século de medições, os pesquisadores fizeram
simulações numéricas com e sem as emissões de carbono derivadas da atividade
humana.
Assim, perceberam que apenas os cálculos que consideravam as emissões humanas
(gás carbônico, clorofluorcarbonos) coincidiram com as tendências observadas no
local --portanto, é a atividade humana que causa o aquecimento nos pólos.
"Comprovamos que o aquecimento provocado pelo homem pode ser detectado nessas
duas regiões muito vulneráveis às mudanças climáticas", acrescentaram.
Em um comentário que acompanha o estudo, Andrew Monaghan, do Centro Nacional
para a Pesquisa Atmosférica (NCAR), de Boulder (Colorado, EUA), lembra que "os
registros sobre esse assunto mostram que as mudanças climáticas no Ártico e na
Antártida coincidem com o aquecimento provocado pelo homem em todo o planeta".
Os últimos trabalhos sobre o tema, afirma, "demonstram de maneira convincente o
que os estudos anteriores sugeriram, ou seja, que o homem contribuiu para o
aquecimento das regiões árticas e antárticas".
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