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Minorias pedem mais participação em decisões sobre crise climática
O MGR (Grupo Internacional para os Direitos das Minorias, na sigla em inglês)
pediu na quarta-feira (19) maior participação nas decisões internacionais de
luta contra a mudança climática para os povos que não têm grande potencial
econômico ou político, mas que "são os mais afetados" pelo aquecimento global do
planeta.

Em comunicado, o grupo adverte à comunidade internacional que "um novo acordo
sobre a mudança climática se verá seriamente comprometido se os países
continuarem excluindo as vozes dos povos mais pobres e marginalizados".
A poucos dias da Conferência de Poznan (Polônia), que preparará os trabalhos da
Cúpula do Clima da ONU do próximo ano em Copenhague, a organização alerta que o
processo das Nações Unidas será defeituoso caso as comunidades que sofrem em
primeiro lugar as conseqüências da mudança climática não tiverem nem voto.
O MGR dá como exemplo os esquimós, que sofrem os efeitos do degelo ártico, os
povos do leste da África vítimas de longas secas que estão acabando com o
pastoreio e os cultivadores de arroz do Vietnã, que viram suas colheitas serem
inundadas em conseqüência da alta do nível das águas do mar.
"É dada muita atenção aos danos da mudança climática no meio ambiente, mas não
houve suficiente reconhecimento sobre seu impacto nas pessoas", diz Farah Mihlar,
autora do relatório do MGR. "Há comunidades inteiras que poderiam ser perdidas.
Culturas, tradições e línguas poderiam desaparecer do planeta", acrescenta.
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