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Plano para Amazônia é visto com ceticismo por ONGs na Polônia
ERIC BRÜCHER CAMARA
Brasil, em Londres
Ambientalistas que participam da reunião das Nações Unidas sobre o clima na
Polônia expressaram desconfiança sobre a capacidade do governo brasileiro em
reduzir o desmatamento no Brasil em 40% entre 2006 e 2010.
Para o presidente da Global Forest Coalition, um coalizão de grupos
ambientalistas e de direitos de povos indígenas, Miguel Lavera, o anúncio feito
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "mais do mesmo", embora admita que a
adoção inédita de metas fixas é um avanço.
"O histórico do Brasil não confere muita credibilidade ao país, qualquer coisa
que eles prometerem é visto como tática de negociação", disse Lavera à BBC
Brasil.
De fato, especialistas que também participam da 14ª reunião das Nações Unidas
sobre mudanças climáticas (COP 14) em Poznan, na Polônia, afirmaram à BBC Brasil
que o plano divulgado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reforça a
posição brasileira no encontro.
Menos pessimista, o diretor da campanha para a Amazônia do Greenpeace, Paulo
Adario, acredita que "o carro está na direção certa, mas a velocidade está
errada".
"A adoção de metas é extremamente positiva, mas precisa ser muito mais
ambiciosa", disse Adario à BBC Brasil.
Ele afirma que até 2010, o plano do governo brasileiro é suficientemente
arrojado, mas a partir de 2017, "poderia fazer mais e melhor".
Já para Miguel Lavera, o problema é que é difícil levar a sério o compromisso
assumido pelo governo brasileiro, já que ele "desperdiçou verbas recebidas para
proteção de florestas e contra o desmatamento e continuou desmatando".
"É preciso muito mais que um anúncio. Eles precisam provar que podem cumprir as
metas."
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