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Maioria nas Américas vê crise como ameaça à luta contra aquecimento




A crise econômica mundial deve "comprometer ou atrasar significativamente o combate ao aquecimento global", na opinião de mais da metade dos líderes entrevistados nas Américas, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira durante a reunião das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia.

Em todo o mundo, a visão é um pouco mais otimista --apenas 44% crêem em um impacto tão severo, segundo a pesquisa realizada pela GlobeScan, com a participação de mil líderes de empresas de 115 países, nos setores petrolífero, energético, financeiro, além de ministros de Estado e representantes de organizações não-governamentais.

Por outro lado, o estudo também indica que 73% dos líderes entrevistados concordam que "crescimento econômico justo, desenvolvimento e progresso significativo" não são objetivos que se excluam.

"O combate à mudança climática é o pacote de estímulo necessário para tirar o planeta da atual doença e lançar as bases de uma tecnologia verde do século 21", afirmou Achim Steiner, secretário-geral adjunto das Nações Unidas e diretor-executivo do Programa de Meio Ambiente da ONU.

Desenvolvimento verde

A pesquisa indica ainda que apenas 11% dos entrevistados vêem crescimento e desenvolvimento como fatores excludentes.

Para a grande maioria dos entrevistados, este desenvolvimento "verde" deve ser obtido primordialmente através de ganhos de eficiência energética e de conservação (77%) e da remoção de subsídios para atividades que criam emissões (76%).

O desenvolvimento e pesquisa em novas tecnologias (73%), políticas públicas (72%) e a transferências de tecnologias (70%) também aparecem como possíveis prioridades dos líderes para o combate às mudanças climáticas.

O investimento em biocombustíveis, como o álcool produzido no Brasil, que na pesquisa anterior tinha sido considerado uma das alternativas energéticas interessantes para 21% dos entrevistados, detsa vez atraiu apenas 12% das respostas.

Agora, no da lista de energias com alto potencial para os próximos 25 anos estão a captura e armazenamento de gás carbônico (36%), a captura de metano de aterros sanitários (34%), a biomassa de florestas (34%), a captura do metano produzido pela indústria pecuarista (32%) e o hidrogênio (32%).

O estudo divulgado na reunião de Poznan, que termina na sexta-feira, reforça pesquisas de opinião anteriores que mostram o aquecimento global e as mudanças climáticas no alto da lista de preocupações de vários países, inclusive no Brasil.

 

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