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ONU afirma que 2008 foi o 10º ano mais quente desde meados do século 19
da Efe, em Genebra
O ano de 2008 foi o décimo mais quente desde 1850, quando começaram a ser feitos
os registros, segundo estimativas preliminares da Organização Meteorológica
Mundial (OMM). O relatório aponta que houve fenômenos meteorológicos extremos
neste ano em diferentes partes do mundo, o que confirma a tendência de
aquecimento global do planeta.
O estudo aponta a variabilidade dos fenômenos observados: temperaturas mais
altas que o normal em partes da Europa, o inverno menos frio registrado em áreas
da Escandinávia e frio extremo --em alguns casos inclusive com recordes
históricos-- na América do Sul, principalmente na Argentina.
Como contraste, as temperaturas médias em julho foram superiores em 3ºC em
grande parte de Argentina, Paraguai, Uruguai, sudeste da Bolívia e sul do
Brasil.
"Em tudo isto, vemos a manifestação da variabilidade existente", destacou o
secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. A seca foi um fenômeno persistente em
vários lugares ao longo de 2008, entre eles Portugal e Espanha, na Europa, e
Argentina, Paraguai e Uruguai, na América do Sul, com efeitos muito graves sobre
a agricultura destes três últimos países.
Jarraud ressaltou que, como parte das variações sofridas pelo clima, 2008 foi um
ano mais frio em relação à média registrada entre 1997 e 2007, embora tenha sido
o décimo mais quente da história meteorológica.
O ligeiro esfriamento deste ano em comparação com os anteriores foi provocado
pelo fenômeno de La Niña, de acordo com o especialista.
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