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UE e Brasil assinam tratado para reduzir aquecimento global
da Lusa, no Rio de Janeiro
Brasil e União Européia (UE) vão trabalhar em conjunto para enfrentar a crise
financeira internacional e tentar alcançar um "resultado ambicioso e global" até
2009, em relação às mudanças climáticas.
Estes foram os dois principais pontos acordados na declaração final da 2ª cúpula
Brasil-UE, que ocorreu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro com a presença dos
Presidentes do Brasil e da França, Lula e Nicolas Sarkozy, e do Presidente da
Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.
Lula comprometeu-se a reduzir o desmatamento de florestas do Brasil em 71% até
2017, em relação aos valores registrados entre 1996 e 2005.
"O Plano Brasileiro sobre Mudanças Climáticas pretende fazer o que eu considero
revolucionário. Até 2020 queremos reduzir o desmatamento em até 80%", disse.
Segundo o presidente brasileiro, esta meta representa menos 4,8 bilhões de
toneladas de gases de efeito estufa emitidos na atmosfera.
Para o presidente francês, que ocupa ainda a Presidência do Conselho da União
Européia, é muito importante o compromisso do governo brasileiro com objetivos
quantitativos de redução do desmatamento.
Os políticos assumiram também o compromisso de promover o uso de energias
renováveis, principalmente os biocombustíveis.
As duas partes reconheceram ainda a necessidade da reforma da arquitetura
financeira global, com regimes regulatórios e institucionais dos mercados, e
acertaram levar uma posição comum para a cúpula do G20, que irá ocorrer em
Londres, em abril de 2009.
Brasil e UE lamentaram a impossibilidade de concluir este ano a Rodada de Doha
da Organização Mundial do Comércio e manifestaram a sua disposição em relançar
estas negociações e também as referentes a um acordo comercial entre UE e
Mercosul.
Ambas as partes concordaram também sobre a necessidade da reforma dos principais
órgãos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança e a Assembléia
Geral.
Brasil e UE trabalharão igualmente para o cumprimento das metas do milênio,
reconhecendo que a erradicação da fome e da pobreza é um dos maiores desafios
deste século.
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