Especialista recomenda vegetarianismo contra aquecimento
global
O mundo deveria se tornar vegetariano para combater com
sucesso a mudança climática, já que o efeito estufa do
gás metano liberado por vacas e porcos é 23 vezes mais
potente que o do dióxido de carbono, segundo uma das
maiores autoridades britânicas no assunto.
Em declarações ao jornal The Times, lorde Stern, autor
de um relatório sobre a economia da mudança climática
encomendado pelo governo do Reino Unido, disse que a
pecuária destinada ao consumo de carne representa "um
desperdício de água e contribui poderosamente para o
efeito estufa".
Segundo números da ONU, a produção de carne é
responsável por pelo menos 18% das emissões globais de
CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a
destruição de florestas para a pecuária extensiva como a
produção de ração para animais.
A ONU também já disse que, caso a tendência atual se
mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até
2050. Com base nessas informações, Stern propõe que a
cúpula sobre mudança climática de Copenhague
(Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da
carne e de outros alimentos que, durante seu processo de
produção, são responsáveis pela liberação de uma
quantidade significativa de gases estufa.
O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda
que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos
gêneros alimentícios mudará até que comer carne se
tornará algo inaceitável. "Acho que é importante as
pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a
ver com o que se come", diz lorde Stern, ex-economista
do Banco Mundial e atual professor da London School of
Economics.
Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados
Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da
cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é
extremamente necessária para alcance de um acordo
significativo. "Minha mensagem ao presidente Obama seria
a seguinte: Vá a Copenhague, participe com um espírito
de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano",
declarou o cientista ao The Times.