Mudança climática impactará mais nos países de latitudes
baixas
Analistas da Organização das Nações Unidas para a
agricultura e a alimentação (FAO) afirmaram nesta
sexta-feira que a mudança climática terá impactos
diferentes na produção de alimentos, e anteciparam que
nos países de latitudes mais baixas, as terras para
agricultura poderão cair em até 110 milhões de hectares.
Segundo Josef Schmidhuber, economista da FAO, com uma
alta pequena na temperatura, as áreas localizadas nas
latitudes mais altas podem se beneficiar da mudança
climática com um aumento da produtividade e da terra
apta para a agricultura, que poderia crescer até 160
milhões de hectares.
"Em compensação, nas regiões de menor latitude a
produtividade deveria cair e a quantidade de terra para
a agricultura poderá ser reduzida em até 110 milhões de
hectares", sustentou Schmidhuber, membro do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. "O
problema é que os países pobres e em desenvolvimento, a
maior parte deles, estão nas latitudes mais baixas",
disse Schmidhuber, ao participar do debate promovido
pela FAO sobre os mercados de produtos básicos.
"Muitos (desses países) já enfrentam situações de
insegurança alimentar e a mudança climática dificultará
ainda mais a capacidade de produzir alimentos",
acrescentou. Participaram representantes de 15 países
das Américas, Caribe, Europa, Oriente Médio e Ásia,
acadêmicos e especialistas de matérias-primas.
O economista de Organização das Nações Unidas para a
agricultura e a alimentação (FAO) destacou o potencial
da agricultura para diminuir os efeitos negativos da
mudança climática, por meio de ações de conservação e
recuperação de áreas degradadas. O professor de Economia
Agrícola da Universidade da Califórnia, Brian Wright,
disse que ao analisar os mercados de matérias-primas, os
países não podem depender da importação para assegurar a
disponibilidade interna de alimentos.
Segundo Wright, os países devem manter reservas de
alimentos para poder suportar os momentos de
volatilidade dos preços e garantir a alimentação da
população mais pobre.
Brasil deve mais do que
nunca preservar as florestas e suas águas, a exportação
exagerada de alimentos e matéria-prima pode transformar
o Brasil em deserto em poucos anos. Repensar sobre soja,
cana de açucar e gado, pensar no futuros diversificando
a agricultura, menos quantidade e máxima qualidade o
equilibrio será perfeito.
Com o aquecimento global, destruir o eco
sistema só para manter estatus de maior produtor do
mundo! É o mesmo que ser o maior pateta do "futuro".