Aquecimento Global castiga Recife,
deixa 12 mil desalojados
Atualizada 19/06/2010
Com o planeta a cada dia mais aquecido com o aumento
populacional e poluição em massa, os humanos não terão
trégua, enquanto existir água na terra.

Pelo menos 15 pessoas morreram, 12.000 desalojadas por conta das fortes
chuvas que atingem a região metropolitana do Recife (PE)
desde a tarde de quinta-feira. Entre os mortos estão
cinco membros da mesma família. Um bebê de 7 meses que
estava em uma casa soterrada na zona norte da cidade
está desaparecido.
As irmãs Cristiane de Andrade Costa, 12 anos, Luana
Marques da Fonseca, 5 anos, e Eduarda de Andrade Costa,
3 anos, dormiam, por volta das 21h30, quando uma
barreira desabou sobre a casa onde estavam com seus
pais, na comunidade da Linha do Tiro, na zona norte do
Recife.

A queda de outra barreira, no bairro de Dois Unidos,
também na zona norte da capital pernambucana, deixou
outra vítima fatal ainda não identificada. Um bebê de 7
meses ainda não foi encontrado no local.
As outras vítimas são um menino de 1 ano soterrado na
zona norte do Recife, um homem arrastado pela correnteza
do rio Beberibe, em Olinda, e um adulto soterrado em
Cortês, a 91 km do Recife. Nesse município, a chuva
provocou o desabamento de uma igreja e deixou centenas
de desabrigados.
Recife possui atualmente cerca de 12 mil zonas de risco.
O prefeito da cidade, João da Costa, decretou estado de
emergência em todo o município.
Nos últimos cinco dias, choveu em Pernambuco 374 mm,
quando a chuva esperada para o mês inteiro era de 300
mm. O governo do Estado decretou estado de emergência.
Mais de mil integrantes da Defesa Civil estão
mobilizados para auxiliar os afetados pelos temporais,
que alagaram 15 cidades pernambucanas. O mau tempo é
provocado por ventos úmidos vindos do Atlântico, com o
derretimento das geleiras estas frentes frias serão
constantes enquanto houver gelo para derreter.