Espanha, é cruel com os animais e
receberá castigo da natureza
A cidade de Sevilha no sul da Espanha
pode ficar tão quente quanto Tucson, no deserto do
Arizona nos Estados Unidos, até o final deste século,
segundo um estudo da Agência Espanhola de Meteorologia,
Aemet, publicado nesta terça-feira. De acordo com suas
projeções, as temperaturas máximas registradas na
Espanha serão, pelo período entre 2071 e 2100, de três a
seis graus superiores àquelas estabelecidas entre 1961 e
1990.
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Se as temperaturas aumentarem
efetivamente em seis graus até o final do século
XXI, o clima observado em Sevilha será, neste
momento, similar ao de Tucson, explicou o
presidente da Aemet, Ricardo Garcia Herrera. O
clima em Madri será, então, comparável ao de
Sevilha, enquanto fará tanto calor em Pamplona
(norte da Espanha) quanto faz hoje na capital,
precisou. |
Segundo as estimativas, as precipitações devem continuar
estáveis na Espanha até 2050 em comparação com o século
XX, mas, em seguida, deve decrescer em 15 a 30% entre
2090 e 2100 em comparação com 1961-1990. Os
especialistas do governo e ambientalistas alertam há
anos sobre uma futura "africanização" da Espanha, que já
é o país mais árido da Europa, com um risco de
"desertificação" em um terço de seu território em curto
prazo.
Um relatório científico apresentado pelo Ministério do
Meio Ambiente em abril indicou que a Espanha se aquecia
mais rápido que outros países do hemisfério norte nos
últimos 30 anos. O país registrou um aumento progressivo
médio de suas temperaturas de 0,5°C por década desde
1975, taxa "50% maior do que a média dos países do
hemisfério norte", segundo o relatório.
Isto significa que a Espanha pode ter
temperaturas acima de 65°C quase impossível para
sobrevivência humana.