2010 o ano mais quente da história até
registrada
Este ano já está empatado como o mais quente registrado
numa série histórica iniciada em 1850, disseram três
importantes institutos que calculam as temperaturas
médias globais. O resultado dá ainda mais urgência para
a conferência climática da Organização das Nações Unidas
(ONU) que começa na semana que vem em Cancún, em que
governos de todo o mundo discutirão medidas que
contribuam com a meta, adotada em 2009, de limitar o
aquecimento global a 2 °C acima dos níveis
pré-industriais.

Faltando ainda dois meses de dados para serem coletados,
2010 já está cerca de 0,8 °C acima da temperatura média
pré-industrial, e 0,5 °C acima da média registrada entre
1961 e 1990. Mesmo que novembro e dezembro sejam mais
frios, 2010 ainda ficará como o terceiro ano mais quente
da história, atrás de 1998 e 2005.
"Está muito apertado para dizer (se será ou não o ano
mais quente). Com base nestes números, ficará em
segundo, mas depende do calor que fizer em novembro e
dezembro", disse Phil Jones, diretor da Unidade de
Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na
Grã-Bretanha. Segundo ele, 1998 é o ano mais quente já
registrado.
Já a Nasa considera que o ano mais quente foi 2005, e
que as temperaturas na superfície terrestre até outubro
estavam acima da média daquele ano, por uma questão de
centésimos de graus Celsius. "Eu não ficaria surpreso se
a maioria ou todos os grupos concluírem que 2010 empatou
como o ano mais quente", disse James Hansen, da Nasa.
O Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA afirmou
que os 10 primeiros meses de 2010 se equiparam a 1998
como o ano mais quente da história. Os três institutos
usam observações similares, mas de forma ligeiramente
diferente. A Nasa, por exemplo, leva mais em conta as
estações meteorológicas do Ártico, onde o aquecimento
tem sido mais rápido.
Cientistas dizem que a tendência global de aquecimento
irá gerar mais secas, inundações, ondas de calor e
degelo dos pólos.
A onda de calor e a fumaça que tornaram o
ar irrespirável em Moscou causaram um aumento de quase
50% das mortes na capital russa em julho, na maioria de
idosos, uma realidade que as autoridades têm se recusado
a admitir.
Só em Santos-SP, foram 32 mortes em dois
dias;em 2000, este ano pode dobrar ou até mesmo
triplicar este número.