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Tubarões de arrecife sofre forte queda de 90% no Pacífico
Os tubarões de arrecife sofreram uma forte baixa no Oceano Pacífico,
a população teve baixa acentuada, especialmente perto das regiões
altamente povoadas, onde a queda supera 90%, apontou um censo
realizado por uma equipe internacional de cientistas, publicado
nesta sexta-feira nos Estados Unidos.
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Muitas populações caíram de forma
pronunciada nas últimas três décadas, com um
número de tubarões mortos anualmente pelos
seres humanos que variou de 30 a 70 milhões
em todo o mundo, segundo estimativas. Este
fenômeno se deve à pesca predatória para
satisfazer à demanda asiática de barbatanas
de tubarão, consideradas como um
afrodisíaco, bem como à captura acidental
pela pesca industrial e à pesca esportiva. |
Esta baixa afeta, sobretudo, a espécie mais comum de tubarões
oceânicos, a de tubarões de arrecifes do Pacífico, afirmaram os
autores do estudo, publicado na edição online da revista
Conservation Biology. "Estimamos que o número de tubarões de
arrecife diminuiu consideravelmente, sobretudo em torno das ilhas
densamente povoadas", disse o principal autor do estudo, Marc Nadon,
do Instituto Conjunto para a Investigação Marinha e Atmosférica (JIMAR,
na sigla em inglês) da Universidade do Havaí. "A baixa supera os 90%
em comparação com os tubarões que se encontram nas proximidades dos
arrecifes de coral e ilhas isoladas", acrescentou.
Para obter estes dados, os cientistas fizeram um censo visual com
mergulhadores durante seis anos (2004-2010). No total, eles fizeram
1,6 mil mergulhos em pequenas embarcações perto de 46 ilhas e atóis
no Pacífico. O método, diferente de outras tecnologias submarinas,
permite fazer uma contagem rápida do número de tubarões em grandes
áreas do oceano, explicou Ivor Williams, chefe da equipe encarregada
do censo.
Os cientistas cruzaram estes dados com os das populações humanas, a
complexidade do habitat, o local onde se encontram as ilhas e
arrecifes, bem como as medições feitas por satélites da temperatura
da superfície do oceano.
Estes modelos informáticos mostram os enormes efeitos negativos dos
seres humanos nos tubarões de arrecife ou tubarões. "Perto de cada
região densamente povoada no Pacífico, como as principais ilhas do
Havaí, as Ilhas Marianas e Samoa, administradas pelos Estados
Unidos, o número de tubarões de arrecife é extremamente baixo em
comparação com o das águas que circundam outras ilhas nas mesmas
áreas, mas menos isolados dos seres humanos", disse Nadon.
"Acreditamos que restam menos de 10% das populações destes tubarões
nestas áreas povoadas", acrescentou.
Os resultados desta pesquisa destacam a importância da vigilância a
longo prazo do impacto humano e da biogeografia para compreender
como os humanos alteram os oceanos, concluíram os cientistas.
O estudo foi realizado por cientistas da Universidade da Califórnia
em Santa Bárbara, do Instituto Scripps de Oceanografia da
Universidade da Califórnia em San Diego, da Adminsitração Nacional
Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), assim como do
Centro de Pesquisa e Conservação de Calgary e da Universidade Simon
Fraser do Canadá.
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