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Corrup��o: presidente do Cade � militante do PT h� 13 anos

Al�m de ter sido assessor de pol�tico petista, Vin�cius de Carvalho tem nome na lista dos filiados do diret�rio paulista desde 2000; ele afirma n�o pertencer mais ao partido.

Al�m de ter trabalhado para um deputado petista na Assembleia Legislativa de S�o Paulo (Alesp), o atual presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econ�mica (Cade), Vin�cius Marques de Carvalho, � militante do Partido dos Trabalhadores (PT) h� 13 anos. Carvalho filiou-se ao PT da capital paulista no dia 10 de abril do ano 2000, de acordo com dados oficiais da Justi�a Eleitoral.

O presidente do Cade mant�m sua filia��o ativa e est� com registro regular no diret�rio municipal da legenda, segundo consta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os partidos atualizam a rela��o de filiados duas vezes por ano. A lista em vigor foi enviada pelo PT ao TSE em 19 de abril. A Assessoria de Comunica��o do Cade disse, por�m, que Carvalho "j� se desfiliou do PT h� muitos anos"

Vinicius Marques de Carvalho, presidente do Cade: petista h� 13 anos (Elza Fi�za/ABr)


O Cade, respons�vel pela regula��o econ�mica no pa�s, atua na investiga��o de um cartel de empresas que fraudou licita��es no sistema metroferrovi�rio de governos do PSDB, em S�o Paulo, e do DEM, em Bras�lia. O cartel foi denunciado originalmente pelo deputado estadual Sim�o Pedro (PT) � de quem Carvalho foi chefe de gabinete entre mar�o de 2003 e janeiro de 2004 � ao Minist�rio P�blico paulista. No entanto, o caso s� foi confirmado em maio deste ano, quando a multinacional alem� Siemens firmou um acordo de leni�ncia e delatou o funcionamento do esquema ao Cade. Carvalho j� estava na presid�ncia.

O secret�rio da Casa Civil do governo paulista, deputado Edson Aparecido (PSDB), saiu em defesa das gest�es tucanas em agosto e acusou o Cade de ser "instrumento de pol�cia pol�tica" e de fazer "vazamento seletivo" de informa��es � imprensa.

� �poca, o Cade negara ao governo paulista acesso � c�pia da documenta��o apreendida em cerca de vinte empresas integrantes do cartel e dos termos do acordo de leni�ncia. A Justi�a Federal liberou, mais tarde, parte da documenta��o aos procuradores do estado. Eles entraram com pedido de ressarcimento aos cofres p�blicos contra a Siemens na Justi�a estadual.

Carvalho � formado em Direito pela Universidade de S�o Paulo (USP) e tem dois doutorados: em Direito Comercial pela USP e em Direito Comparado pela Universidade Paris I (Panth�on-Sorbonne). Antes de presidir o Cade, trabalhou como conselheiro do Cade e assessor da presid�ncia do �rg�o, assessor legislativo na Comiss�o de Constitui��o e Justi�a (CCJ) do Senado, chefe de gabinete na Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presid�ncia da Rep�blica e secret�rio da Secretaria de Direito Econ�mico, no Minist�rio da Justi�a. As informa��es s�o do curr�culo profissional de Carvalho, enviado pela ministra da Casa Civil Gleisi Hoffman em maio de 2012 � �poca em que o petista foi indicado � presid�ncia do conselho.

Ele omitiu, no entanto, no curr�culo entregue aos senadores o trabalho como assessor legislativo na chefia de gabinete do deputado estadual Sim�o Pedro. Questionado, afirmou ter sido um "lapso".

Esclarecimentos � Carvalho deve ser convidado para dar explica��es sobre a omiss�o do v�nculo com o deputado Sim�o Pedro (PT) a senadores que o sabatinaram por ocasi�o de sua indica��o � presid�ncia do Cade. A iniciativa partir� do senador tucano Aloysio Nunes, l�der da bancada do PSDB: "� muito grave isso. J� estou estudando quais as medidas pol�ticas e judiciais cab�veis nesse caso. Mas vou pedir hoje mesmo que ele venha � comiss�o que o sabatinou, a Comiss�o de Assuntos Econ�micos (CAE), para esclarecer o assunto".

Para o senador, a rela��o de Carvalho com o PT influenciou na indica��o para o cargo. "Ele omitiu informa��es importantes que, seguramente, teriam influenciado a indica��o", disse Aloysio.

O l�der do PMDB no Senado, Eun�cio Oliveira (CE), discorda do colega e acredita que o fato de n�o haver descri��o da liga��o de Vin�cius Carvalho com Sim�o Pedro tenha influenciado a indica��o. "Curr�culo � uma coisa muito singular. Se for sem antecedente criminal, se isso n�o for provado, pode ser um simples esquecimento."

Rigor � O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou comentar a rela��o entre Carvalho e o PT, mas disse que o caso deve ser apurado. "O que n�s queremos � apura��o. Apura��o rigorosa", disse nesta quarta-feira durante visita a Araras, no interior de S�o Paulo. Veja Abril

 

Al�m do presidente, tamb�m estiveram reunidos na filia��o de Laisa o deputado estadual Adolfo Brito (PP) e o prefeito Derly Helder, de Espumoso, cidade natal da modelo. Laisa participou da 12� edi��o do BBB e ganhou destaque no programa durante o namoro com o tamb�m participante do reality show, Yuri Fernandes. A decad�ncia pol�tica brasileira esta levando os partidos ao desespero, afiliam at� terroristas e traficantes.

 

Agencias Internacionais

 


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Fraude para criar partido usa assinatura de chefe de cart�rio

O processo de cria��o do Solidariedade, novo partido organizado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDF-SP), teria irregularidades segundo den�ncias de chefes de dois cart�rios eleitorais da Grande S�o Paulo, que acusam o partido de falsificar suas assinaturas para �engordar� as listas de apoio apresentadas � Justi�a Eleitoral. A informa��o foi publicada na edi��o desta ter�a-feira no jornal Folha de S. Paulo.

"H� centenas de assinaturas grosseiramente fraudadas, a minha entre elas. Perguntei a um representante como eles coletam assinaturas. Ele disse que era uma empresa que fazia. � a ind�stria do partido novo", disse ao jornal Helder Ito de Morais, chefe de um dos cart�rios de Osasco.

Por causa das den�ncias, o Minist�rio P�blico Eleitoral j� pediu que a Pol�cia Federal abra inqu�rito para investigar as poss�veis irregularidades, tanto em Osasco como e V�rzea Paulista, conforme os relatos. O partido tem at� a pr�xima semana para conseguir o registro e participar das elei��es de 2014.

Uma das suspeitas � de que o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal (Sindilegis) tenha fornecido ilegalmente a base de dados com cerca de 11 mil filiados para que os nomes fossem usados como apoiadores.

O advogado Marc�lio Duarte, que preside o Solidariedade, falou que n�o tinha conhecimento dos casos relatados pelos chefes dos cart�rios, mas afirmou que eles representam parte irrelevante do total de fichas apresentadas. O Solidariedade diz que o processo n�o pode ser suspenso com base em apura��es de nomes que nem chegaram a entrar no pacote com cerca de 520 mil assinaturas j� certificadas pelos cart�rios eleitorais. Terra

 

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