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Manual de
calouros que dita obriga��es sexuais
Um "manual de sobreviv�ncia" que afirma que garotas
t�m a obriga��o de "manter uma rela��o sexual" com
os homens causou indigna��o e pol�mica ao ser
distribu�do por um grupo de alunos de direito da
Universidade Federal do Paran� (UFPR). O material de
oito p�ginas, al�m de oferecer dicas dos melhores
lugares para beber na regi�o, mostra um t�pico que
ensina ao calouro "como se dar bem na vida amorosa
utilizando a legisla��o brasileira".
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Foto: noticiasr7.com |
O livreto
foi produzido pelo Partido Democr�tico
Universit�rio (PDU), grupo que comandava o
centro acad�mico da institui��o at� 2011, e
foi distribu�do neste m�s aos estudantes. Os
respons�veis est�o sendo acusados por grupos
feministas e de esquerda da universidade de
machismo e de incitar a pr�tica ao estupro .
Os alunos que se sentiram ofendidos iriam se
reunir nesta quarta-feira para decidir se
fariam ou n�o uma reclama��o � dire��o da
faculdade. |
A Assembleia Nacional de Estudantes - Livre (Anel)
publicou em seu blog uma nota escrita pelo Grupo de
G�nero, tamb�m do curso de Direito da universidade,
repudiando o ato. No documento de nome "Como cagar
em cima dos humanos em 12 li��es", os veteranos
procuraram abordar de forma bem humorada o cotidiano
dos alunos da faculdade, citando c�digos penais para
cada situa��o que possa vir a acontecer, como
conhecer uma garota, por exemplo.
Segundo o manual, a mulher tem o papel de cumprir as
obriga��es impostas pelo homem. "Ela prometeu e n�o
cumpriu. Disse 'vamos com calma': art. 252,� 1�
C�digo Civil: 'N�o pode o devedor obrigar o credor a
receber parte em uma presta��o e parte em outra'.
Ela vai ter que dar tudo de uma vez!", cita um dos
par�grafos do livreto.
Ainda na nota publicada, estudantes afirmam que "o
manual em quest�o, que reitera a perspectiva de
dom�nio masculino sobre a mulher, � claramente uma
pr�tica agressiva e atentat�ria � dignidade
feminina", dizendo ainda que as pessoas n�o devem,
ent�o, levar a s�rio casos de estupro, visto que a
mulher teria colaborado com o ato por estar usando
uma roupa mais provocante ou dar aten��o a um homem
em uma festa.
As mulheres que assinam o rep�dio ao manual dizem em
resposta: "temos autonomia sobre nossos corpos para
dispor de nossa sexualidade como quisermos, e
devemos ser respeitadas. N�o somos os objetos de
satisfa��o de prazer ego�sta que a m�dia imp�e. N�o
viemos para servir a homens, veteranos, pdu's ou
n�o".
Com informa��es do jornal Folha de S. Paulo e do
blog da Anel.
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