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Policia Federal conclui que 1.228 candidatos
fraudaram prova da OAB em 2009
A Polícia Federal concluiu a investigação de fraude
na primeira fase de três exames da OAB (Ordem dos
Advogados do Brasil), aplicados no ano de 2009. De
acordo com informações da PF, 152 candidatos tiveram
acesso antecipado às respostas do exame e 1.076 "colaram"
a prova uns dos outros.
Tais candidatos não recorreram à organização
criminosa, entretanto, foram apontados pelos peritos
criminais como fraudadores.
Dos fraudadores que tiveram acesso privilegiado às
respostas da prova, que foi desviada pela
organização criminosa desbaratada na operação, ficou
constatado que 19 fraudaram o exame 2009.1, aplicado
no dia 17 de maio de 2009; 76 no exame 2009.2,
aplicado em 13 de setembro de 2009 e 57 candidatos
fraudaram o exame 2009.3, aplicado em 17 de janeiro
de 2010.
Além das fraudes praticadas com o auxílio da
quadrilha, o sistema também identificou 1.076
candidatos que "colaram" a prova uns dos outros: 190
candidatos no primeiro exame, 527 candidatos no
segundo e 359 candidatos no exame 2009.3.
Aplicado pelo Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil, o exame, requisito necessário
para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, é
realizado três vezes por ano e registra cerca de 100
mil inscritos por edição.
A equipe de investigação cruzou as informações do
laudo com dados fornecidos pelo CESPE/UnB e
constatou que todos os candidatos que no laudo foram
incluídos entre aqueles que "colaram" a prova uns
dos outros realizaram o exame na mesma sala, o que
convalida as conclusões dos peritos criminais.
Durante a investigação, a Polícia contou com o
auxílio de um software desenvolvido no curso da
Operação Tormenta para rastrear desvios entre as
respostas dos candidatos e apontar quais apresentam
maiores probabilidades de terem se beneficiado da
fraude.
A partir desta análise, os candidatos passam a ser
investigados com o uso de outras técnicas
investigativas. Paralelamente, peritos criminais
elaboram laudo pericial com análise estatística dos
resultados. A investigação também teve o apoio
irrestrito da Ordem dos Advogados do Brasil e do
CESPE/UnB.
Entenda a Operação Tormenta
A investigação teve início com a denúncia de que um
dos candidatos do concurso para o cargo de agente de
polícia federal do ano de 2009 teve acesso ao
caderno de questões da prova às vésperas de sua
aplicação, beneficiando-se disso em detrimento dos
seus concorrentes.
Confirmou-se logo no início dos trabalhos que o
desvio do caderno de questões da prova de agente
federal não foi um fato isolado e várias outras
provas do CESPE/UnB e de outros órgãos foram
desviadas, como o dos exames da OAB aplicados no ano
de 2009.
No curso da operação foram expedidos 33 mandados de
busca e apreensão, 25 mandados de prisão temporária
e 44 mandados de prisão preventiva. Até o momento
foram indiciadas 282 pessoas, foram afastados ou
impedidos de tomar posse 62 servidores e foram
arrestados os bens de 18 pessoas.
Os criminosos estão respondendo por vários crimes,
como formação de quadrilha, estelionato qualificado,
receptação, corrupção ativa e passiva, dentre outros.
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