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São Paulo registra índice recorde de 12%
de umidade, alerta máxima
A Defesa Civil de São Paulo decretou estado de alerta
por volta das 12h desta sexta-feira pelo quinto dia
seguido. Às 15h, a umidade relativa do ar estava em 12%,
índice mais baixo do ano, de acordo com o Centro de
Gerenciamento de Emergências (CGE). O percentual é
considerado o limite entre o estado de alerta (entre 12%
e 20%) e o de emergência. Este também é o nono dia que a
capital entre em estado de atenção, quando a umidade é
inferior a 30%.

De acordo com o CGE, a tendência para as próximas horas
é que o índice da umidade relativa do ar aumente um
pouco. A temperatura máxima nesta sexta-feira foi de
31°C. O índice foi registrado pela Estação Automática do
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de
Santana.
Segundo a Defesa Civil, os possíveis sintomas provocados
pela baixa umidade incluem dores de cabeça e irritação
nos olhos, nariz, garganta ou na pele. Além disso,
aumentam os riscos de transmissão de doenças
respiratórias e de desidratação. A população pode sofrer
ainda com rouquidão, garganta seca e possibilidade de
inflamação da faringe, além do rompimento de vasos do
nariz, provocando sangramento. A população ainda pode
contrair com maior facilidade conjuntivite viral,
alérgica e síndrome do olho seco.
Os atendimentos em unidades de saúde na capital paulista
quase dobraram com a queda da umidade. As consultas no
Hospital Infantil Cândido Fontoura saltaram de 218 para
416 no domingo.
Qualidade do ar
Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb),
seis áreas da região metropolitana de São Paulo
registravam qualidade inadequada do ar às 13h. As
regiões afetadas eram Santana (na zona norte da capital)
e Ibirapuera (zona sul), além dos municípios de Osasco,
Taboão da Serra, Mauá e Santo André, nas proximidades do
Paço Municipal.
Cuidados
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a situação
requer cuidados especiais, principalmente, entre as
crianças e os idosos, considerados os grupos mais
afetados pela baixa umidade.
De acordo as autoridades paulistas, para evitar maiores
consequências, a população deve ingerir bastante água,
sucos naturais feitos de maneira adequada e água de
coco. Também é importante manter a higiene doméstica,
evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas
alérgicos.
Na hora de dormir deve-se escolher um local arejado e
umedecido para minimizar os efeitos do tempo seco. Os
ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas,
reservatórios com água (como bacias) ou umidificadores.
A secretaria recomenda ainda o uso de soro fisiológico
para manter a lubrificação dos olhos e narinas,
principalmente em casos de irritação. A população deve
evitar banhos com água muito quente, que provocam o
ressecamento da pele, e usar sempre que possível um
creme hidratante.
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