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Chuvas
recorde varre Campo Grande que decreta emergência
O prefeito de Campo Grande (MS), Nelson Trad Filho
(PMDB), informou nesta segunda-feira que decidiu
decretar estado de emergência devido à chuva recorde que
caiu sobre a cidade no sábado. Segundo meteorologistas
da universidade Anhanguera, choveu 88 mm em um período
de uma hora e meia.

Ele reuniu a bancada federal nesta manhã e anunciou no
fim desta tarde que a medida deve ser publicada amanhã
no Diário Oficial. Cálculos ainda presumidos da
prefeitura indicam que os danos provocados como
aberturas de crateras, erosões, inundações de córregos e
destruição de ruas e praças, alcançam R$ 11 milhões,
soma que o município vai pedir para o governo federal. O
temporal causou apenas estragos materiais.
"As providências para decretação do estado de emergência
já estão sendo tomadas. No nosso entendimento, há a
necessidade de usar este artifício, uma vez que
precisamos de agilidade para que tudo volte a funcionar
normalmente com antes", disse o prefeito.
Excesso de prédios
O arquiteto Ângelo Arruda, professor da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), acredita que o
excesso de prédios construídos aos arredores do córrego
Prosa, área mais afetada, contribuiu com os estragos.
Perto da região onde o córrego é canalizado e onde uma
via foi destruída, foram construídos dezenas de prédios
com mais de 20 andares, além do shopping da cidade.
O prefeito, entretanto, aponta a chuva como razão única
dos danos provocados."São situações que fogem da
explicação técnica", disse.O Ministério Público Estadual
(MPE) anunciou que vai pedir à prefeitura uma revisão no
Plano Diretor da cidade quanto à lei de uso do solo.
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