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Volta a Chover interrompendo buscas no
Morro do Bumba
Rio - O Corpo de Bombeiros informou, nesta
segunda-feira, que as buscas por corpos no Morro do
Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana, foram
paralisadas na parte alta da comunidade em decorrência
da chuva. Na parte baixa, máquinas da Prefeitura
continuam revirando o terreno.

A chuva que castiga o Rio de Janeiro desde segunda-feira
já deixou 229 mortes - 39 no Morro do Bumba - e 161
feridos, de acordo com balanço do Corpo de Bombeiros. A
enchente alagou ruas, causou deslizamentos e destruição
no Estado. Segundo o Instituto de Geotécnica do
Município do Rio (Geo-Rio), desde o início do mês foi
registrado índice pluviométrico entre 200 mm e 400 mm
(dependendo da localidade). É o maior índice de chuvas
na cidade desde que começou a medição, há mais de 40
anos. A média prevista pro mês de abril é de 91mm.
A chuva que castigou o Estado do Rio entre os dias 5 e 6
de abril matou mais de 200 pessoas soterradas. O
temporal alagou as principais vias da cidade, causou
diversos deslizamentos e destruição em todo o Estado. O
Serviço de Meteorologia do Rio registrou no período o
maior índice pluviométrico da cidade desde que começou a
medição, há mais de 40 anos: 288 mm.

Desde que a chuva começou, por volta das 17h30 desta
segunda-feira, uma série de congestionamentos provocou
transtornos no tráfego no Rio. A situação mais crítica,
de acordo com a Guarda Municipal, ocorreu na Praça da
Bandeira, que é um dos locais de acesso a vários pontos
do Centro. O local ficou totalmente alagado e o nível da
água chegou a atingir 1,5 m, impedindo a passagem de
carros e ônibus. Nesse ponto, assim como na Avenida
Maracanã, bombeiros usaram barcos e botes infláveis para
auxiliar motoristas e pedestres.
Milhares de pessoas, entre elas muitas crianças e
idosos, perderam suas casas e estão desabrigadas.
Diversos locais estão recolhendo doações, como roupas,
cobertores, colchonetes e comida. O Hemorio também está
com o estoque baixo, aguardando doações de sangue de
voluntários.
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