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Santa Catarina: temporal atinge 11
cidades e deixa mais de 600 sem casa
Uma forte chuva seguida de ventos que atingiram 72 km/h
causou prejuízos e pânico aos moradores de vários
municípios de Santa Catarina no final da noite desta
terça-feira. O número de desalojados e desabrigados
chegou a 817 pessoas em onze cidades. Segundo dados da
Defesa Civil do Estado 6,2 mil pessoas foram afetadas
pelo temporal. Ao todo, são 28 municípios em situação de
emergência no Estado.

A chuva torrencial começou a castigar fortemente toda a
costa catarinense por volta das 19h. Galhos de árvores e
placas acabaram caindo sobre redes elétricas deixando
várias localidades às escuras. Já são 490 desabrigados e
327 desalojados em todo o estado, apenas nas últimas
horas.
Apenas em Palhoça, cidade da região metropolitana de
Florianópolis, cerca de 300 pessoas precisaram deixar
suas casas devido a deslizamentos de terra e
alagamentos. Várias ruas ficaram completamente
submersas. A prefeitura municipal montou dois abrigos em
escolas públicas e segundo informações do diretor da
Defesa Civil, Nelson Paiva Júnior, o número de
desabrigados ainda deve aumentar. "A chuva não cessou e
acreditamos que possamos ter 500 pessoas sem ter aonde
ir", afirmou durante a madrugada. O prefeito de Palhoça,
Ronério Heiderscheidt, decretou situação de emergência
no final da noite.
Em Florianópolis, o temporal chegou a deixar em pânico
muitos moradores. Por volta das 2 horas, a via Expressa
Sul, principal ponto de acesso a bairros como Ribeirão
da Ilha, Armação e Campeche, estava sem energia
elétrica. As pontes de acesso da capital à região
continental foi praticamente fechada após um
deslizamento de terra em sua cabeceira, no km 1 da BR
282.
Além de Florianópolis e Palhoça, as cidades de São José,
Itajaí, Penha, Biguaçu, Camboriú, Ilhota, Itapema, Santo
Amaro da Imperatriz e Tijucas já informaram prejuízos à
Defesa Civil estadual.
O número deve aumentar, de acordo com o major Emmerson
Emmerin, diretor da Defesa Civil, pois muitas
localidades ainda permaneciam durante a madrugada com
sistemas de telefonia instáveis.
Por volta das 2h30 a chuva havia dado uma trégua na
capital catarinense. Na Praça XV, a mais conhecida da
cidade, o cenário parecia uma praça de guerra: árvores,
galhos e lixo espalhados por todos os cantos. Muitos
lojistas aproveitaram para começar ainda na madrugada o
trabalho de limpeza das lojas. "Estamos limpando e vamos
tirar tudo daqui. Não tem com abrir nos próximos dias",
disse Carlos Almeida Luiz, proprietário de uma loja de
roupas no centro da cidade.
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