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Invasão
de chineses e coreanos no Brasil é evidente e censo
encontra resistência
Após visita a 75% dos domicílios no Estado de São Paulo,
num total de mais de 7 milhões, o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) identificou um novo
foco de resistência à visita dos recenseadores além dos
condomínios de luxo. Segundo o coordenador de divulgação
do Censo 2010, Wagner Silveira, os recenseadores têm
enfrentado dificuldade para entrar em comunidades
orientais - em especial chinesas e coreanas.
Silveira afirma que tais comunidades, tradicionalmente
fechadas, muitas vezes não têm um único membro que fale
português e temem fornecer informações a órgãos oficiais
por estar em situação ilegal no País. O IBGE tem feito
uso de mensagens em chinês e coreano garantindo o sigilo
nas informações, mesmo no caso de imigrantes ilegais.
"Sabemos que estas comunidades são muito fechadas e há o
temor de que algumas informações possam ser usadas para
prejudicar algum membro. Elucidamos que isso não
acontece", diz Silveira.
A maior parte das comunidades orientais chinesas e
coreanas está na capital, em bairros como Liberdade e
Bom Retiro. A meta do IBGE é recensear 100% dos
domicílios paulistas em até um mês.
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