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Falta de infraestrutura em Brasília
registra 142 mortes
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 2.490
mil acidentes entre a 0h da última sexta-feira e a 0h de
terça. O feriado de 15 de novembro também resultou em
1.465 feridos e 142 mortes nas estradas federais. Com
estes números, o feriadão da República tornou-se o
segundo mais violento do ano, atrás apenas do Carnaval,
quando houve 3.233 acidentes e 143 mortes. Para a
corporação, a duplicação de pistas ajudaria a reduzir os
números.

Entre as causas apontadas pela PRF para o alto número de
acidentes está o fato de este ter sido um feriado
prolongado genuíno, ao contrário dos que caem terças ou
quintas-feiras, que dependem de pontos facultativos para
tornarem-se "feriadões".
A chuva fina também piorou as estatísticas, como
explicou o chefe de comunicação da PRF, inspetor
Alexandre Castilho. "A chuva regular, mas fina, lava o
asfalto, mas não impede o motorista de viajar. Além
disso, ele se sente seguro para dirigir como na pista
seca", disse.
A imprudência dos motoristas foi a maior causa de
acidentes. "O excesso de velocidade é o grande símbolo
dessa imprudência".
De sexta a segunda, foram contabilizadas 62,2 mil
infrações de trânsito, sendo que 60% delas por excesso
de velocidade. Em média, sete motoristas por minuto
foram flagrados pelos radares em velocidade superior à
permitida na via.
A PRF defende a eficiência de seu esquema de
fiscalização, mas não descarta a possibilidade de
reposicionar as equipes para novos locais em um novo
feriado com as mesmas características de 15 de novembro.
Duplicação
Outra medida que pode ajudar a reduzir as ocorrências
não depende da Polícia Rodoviária, mas é defendida por
ela: investir na duplicação das rodovias. "O governo tem
tapado buracos, sinalizado as rodovias, mas não
duplicado as pistas. É fundamental para a segurança no
trânsito que o próximo passo seja a duplicação", disse
Castilho.
Para além dessas medidas, é preciso conscientizar ainda
mais os motoristas. "Resta clamar pela responsabilidade
dos motoristas, porque realmente os casos de acidentes
mostram um desrespeito pelas normas de trânsito", disse.
O Estado de Minas Gerais foi o que teve o maior número
de acidentes, 430, e mortos, 35. Santa Catarina teve 290
acidentes, seguido por Paraná, com 272, Rio de Janeiro,
com 200, e Rio Grande do Sul, com 186.
Em número de óbitos, o Pernambuco aparece em segundo
lugar, com 13 ocorrências, seguido do Maranhão, com 11,
Rio Grande do Sul, com 10, e Pará, com sete mortes
registradas.
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