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Australianos descobrem "interruptor" da fome
Pesquisadores australianos descobriram como usar uma
molécula que age no cérebro para "ligar" e "desligar" a
fome. A descoberta pode auxiliar no tratamento de
doentes terminais ou em casos de obesidade mórbida.
A molécula MIC-1 é produzida por tumores e tem como alvo
receptores cerebrais que eliminam a sensação de fome. Ao
utilizar anticorpos contra a MIC-1, os cientistas
descobriram que a molécula pode fazer com que o apetite
seja "religado".
Ratos normais e obesos tratados com o MIC-1 comiam menos
e perdiam muito peso, o que indica a possibilidade de
uso da molécula contra a obesidade grave, segundo nota
divulgada por pesquisadores do Instituto Garvan, de
Sydney, nesta terça-feira (6).
"Este trabalho nos deu uma melhor compreensão sobre a
parte do cérebro que regula o apetite", disse à Reuters
Herbert Herzog, diretor de pesquisas de neurociências do
Instituto Garvan, de Sydney.
Sam Breit, do Centro Saint Vincent de Imunologia, que
originalmente clonou o gene do MIC-1, acredita que as
descobertas terão um impacto significativo sobre vários
distúrbios do apetite. "Injetar a proteína MIC-1 em
ratos também os fez parar de comer, sugerindo que pode
ser possível isso para tirar vantagem no tratamento de
pacientes com obesidade grave", afirmou.
As descobertas foram publicadas na última edição da
revista "Nature Medicine", e a equipe do Hospital Saint
Vincent, em Sydney, espera desenvolver um anticorpo
humano e realizar testes clínicos nos próximos anos.
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