|
Movimento pede que EUA reabram pesquisa sobre
ovnis
da Efe, em Washington
Um grupo de 14 cientistas, pilotos, militares e
funcionários governamentais de sete países pediu aos
Estados Unidos que reabram a investigação oficial sobre
os ovnis encerrada em 1969.
"Queremos
que o governo dos EUA deixe de publicar histórias que
perpetuam o mito de que todos os objetos voadores não
identificados (OVNIS) podem ser explicados em termos
convencionais", assinalou em entrevista coletiva Fife
Symington, ex-governador do Arizona.
Os Estados Unidos interromperam em 1969 o projeto
conhecido como Blue Book, que teve início na Força Aérea
em 1952, para investigar os ovnis. O motivo foram as
críticas do Congresso ao rigor e a validade destas
investigações.
Os especialistas que participaram da entrevista coletiva
criticaram a falta de liderança dos EUA no terreno dos
ovnis, assim como o sigilo governamental sobre o tema.
Todos eles afirmam ter experiências com ovnis e alguns,
como o comandante e piloto aposentado da Força Aérea
peruana Óscar Alfonso Santa María, diz ter "calafrios"
ao pensar no assunto.
Experiência
Santa María lembrou como, na manhã de 11 abril de 1980,
1.800 soldados em formação na base aérea de La Joya
(Arequipa) viram um objeto imóvel no ar "similar a um
globo".
"Meu comandante me deu a ordem de decolar em um jato
Sukhoi-22 para disparar contra o objeto esférico, pois
estava em espaço proibido, e temíamos espionagem", disse
o ex-militar.
"Me aproximei e lhe disparei 64 obuses de 30 milímetros
(...) alguns lhe atingiram, mas sem causar nenhum
estrago", indicou Santa María.
"Não tinha motores, nem canos de escape, nem janelas,
nem asas ou antenas. Não possuía nenhum dos sistemas
típicos de um avião, e não tinha nenhum sistema visível
de propulsão", disse Santa María, que se viu forçado a
fazer uma aterrissagem de emergência após ficar sem
combustível.
"Ainda sinto calafrios quando acordo", disse o piloto.
Diferença
Ray Bowyer, um piloto da Aurigny Air Services, uma
companhia aérea das ilhas do Canal da Mancha, lamentou
que nos Estados Unidos o fenômeno não seja tratado com a
mesma transparência que no Reino Unido.
Bowyer disse que em abril comunicou de forma imediata às
autoridades a presença de vários objetos estranhos sobre
o Canal da Mancha.
"Não é uma opção. As tripulações têm a obrigação de
reagir dessa maneira", indicou o piloto, que destacou
que a situação é bem diferente da vivida há um ano pelos
funcionários do aeroporto internacional de Chicago
(EUA), que observaram um objeto estranho sobre o
terminal.
"As testemunhas tiveram medo de falar sobre o que viram,
por temerem perder o trabalho, e a Agência Federal de
Aviação lhes disse que o que tinham visto era
simplesmente produto da meteorologia", apontou Bowyer.
Perante problemas como estes, o astrônomo francês
Jean-Claude Ribes considerou necessário superar os
preconceitos.
"Caso se pudesse comprovar que esse é o caso, a hipótese
extraterrestre seria a mais plausível para essas naves
avançadas. É uma possibilidade fantástica, mas não
irracional, tendo em vista os dados existentes",
acrescentou.
|