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Cientistas preparam plano de ação para proteger
gruta de Lascaux
As inquietantes manchas negras que apareceram na
pré-histórica gruta de Lascaux, no sudeste da França,
têm mobilizado os cientistas que prepararam um plano de
ação para proteger este abrigo de pinturas rupestres
mundialmente reconhecidas.
Embora esteja fechada à visitação desde 1963, a gruta de
Lascaux não deixou de sofrer com a ação humana. O
aquecimento global, por exemplo, tem modificado seu
equilíbrio interno.
Em um relatório divulgado na terça-feira (20), os
cientistas apresentam seu plano de ação contra as
manchas negras visíveis em algumas partes da gruta.

Menos grave que os tufos de mofo branco que atingiram
este patrimônio mundial da Unesco em 2002, foi percebido
um novo ataque de cogumelos, que parecem ter ali
encontrado as condições ideais para se desenvolverem.
As célebres pinturas, que datam de 17.000 a.C., não
foram afetadas "salvo raras exceções", informou Michel
Clément, diretor de arquitetura e de patrimônio do
ministério francês da Cultura.
A principal medida prevista no plano de ação é a
aplicação de um "tratamento biocida localizado" sobre as
manhas negras e a interrupção das atividades humanas
durante três meses. Atualmente, as operações de pesquisa
e de preservação permitem a presença humana na gruta por
50 horas em uma semana.
Os cientistas pretendem também substituir o sistema de
assistência climática da gruta em 2008. O aparelho que
vem sendo usado desde 2000 poderia ser a causa da
aparição dos cogumelos.
O documento apresentado pelos especialistas vem em
resposta aos apelos de artistas e cientistas que pedem a
inclusão da gruta no site dos patrimônios em perigo.
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