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Satélites confirmam existência de cordas
magnéticas entre a Terra e o Sol
da France Presse, em Washington
Os satélites da missão espacial Themis, lançados no
início de 2007, descobriram novos esclarecimentos sobre
o fenômeno das auroras boreais, confirmando a existência
de gigantescas cordas magnéticas ligando a Terra ao Sol,
de acordo com trabalhos apresentados nesta segunda-feira
(10).
"Os satélites descobriram provas de cordas magnéticas
ligando a alta atmosfera terrestre diretamente ao Sol",
explicou David Sibeck, responsável científico da missão
na Nasa, durante uma apresentação na conferência anual
do American Geophysical Union, que acontece nesta semana
em San Francisco (EUA).
Uma corda magnética consiste em feixes espiralados de
campos magnéticos que lembram as cordas dos navios,
disse ele, segundo comunicado divulgado em Washington.
Canais espaciais já tinham detectado indícios da
existência dessas cordas magnéticas gigantes, mas um
único satélite era insuficiente para dar uma imagem
tridimensional de sua estrutura.
Os cinco microssatélites idênticos do Themis (acrônimo
de "Time History of Events and Macroscale Interactions
During Substorms") conseguiram, pela primeira vez,
captar esse fenômeno em todas as suas dimensões,
ressaltou David Sibeck.
"Themis encontrou sua primeira corda magnética em 20 de
maio passado. Seu tamanho era gigantesco, quase o
equivalente à largura do globo terrestre e situada a
cerca de 70.000 quilômetros acima da Terra na região
chamada de magnetopausa", completou o cientista.
A magnetopausa é a zona onde os ventos solares e o campo
magnético terrestre se empurram mutuamente, como fazem
os lutadores em um ringue. É neste lugar que as cordas
magnéticas se formam antes de se desfazerem em alguns
minutos, funcionando, muito brevemente, como um conduíte
para a energia dos ventos solares.
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