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Cientistas dizem estar próximos de criar vasos
sangüíneos artificiais
Cientistas americanos do Massachusetts Institute of
Technology (MIT) criaram tubos minúsculos em laboratório
a partir de células-tronco e afirmam que estão mais
próximos da criação de vasos sangüíneos artificiais.
A equipe do MIT conseguiu que as células-tronco,
chamadas de células progenitoras endoteliais, se
esticassem e formassem tubos em volta de um modelo em
nano escala que continha ranhuras.
Segundo os pesquisadores, é possível controlar o
desenvolvimento das células usadas para formar estes
pequenos vasos.
Pesquisadores já conseguiram criar vasos sangüíneos mais
largos, mas a formação de minúsculos capilares
necessários para fornecer sangue dentro de outros
tecidos do corpo e para órgãos é mais complicada.
"Estamos animados com este trabalho. [A pesquisa]
proporciona uma nova forma de criar sistemas baseados em
nanotecnologia que, esperamos, vão fornecer uma nova
maneira para, no futuro, criar novos tecidos no corpo
humano", disse Robert Langer, autor do artigo e
professor do MIT.
Vasos sangüíneos artificiais poderão, no futuro, ser
transplantados para os rins, fígado, coração ou qualquer
outro órgão que precise de grandes quantidades de tecido
vascular, que levará nutrientes e gases e poderá retirar
impurezas das células.
Ranhuras
No estudo, publicado na revista científica "Advanced
Materials", os cientistas colocaram as células-tronco em
um modelo que continha ranhuras.
As células detectaram as ranhuras e se alongaram,
alinhando-se na mesma direção. Isto resultou em uma
estrutura multicelular com margens definidas.
"As células podem captar [os padrões] e acabaram se
alongando na direção destas ranhuras", disse Chritopher
Bettinger, estudante de engenharia de materiais do MIT e
um dos autores da pesquisa.
Uma vez que as estruturas multicelulares se formaram, os
cientistas acrescentaram um gel que induz as células a
crescerem e formarem tubos tridimensionais.
Diferente de células cultivadas em superfícies planas,
que formam uma rede de capilares que se estende em
direções aleatórias, o novo estudo criou células que se
alinharam na direção escolhida pelos pesquisadores.
Apesar dos tubos minúsculos ainda não poderem ser usados
em seres humanos, os cientistas afirmam que o próximo
passo será desenvolver os capilares para que possam ser
usados em animais vivos, para verificar se eles
funcionam.
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