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Cientistas "turbinam" cérebro com drogas, diz
Nature
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela revista
Nature mostra o uso de drogas por cientistas para
melhorar o raciocínio, a atenção, concentração e
memória, tais como Ritalina e Provigil. Um em cada cinco
pesquisados afirmaram utilizar tais medicamentos sem
diagnóstico e prescrição médica para os problemas aos
quais são receitados.
O questionário ficou disponível no site da publicação
desde janeiro e foi respondido por 1,4 mil pessoas de 60
países. Foi questionado o uso de três substâncias:
metilfenidato, mais conhecido como Ritalina, um
estimulante geralmente usado para tratamento de déficit
de atenção e hiperatividade, mas conhecido também como
um "ajudante de estudos" nas universidades; modafinil,
fórmula do Provigil, prescrito para tratar distúrbios do
sono mas também usado sem prescrição para combater o
sono e bloqueadores beta adrenérgicos, drogas indicadas
para arritmia cardíaca que tem efeito anti-ansiedade.
O metilfenidato foi o estimulante mais popular entre os
pesquisados: 62% dos usuários afirmaram utilizá-lo,
enquanto 44% disseram usar modafinil, e 15% disseram ter
usado bloqueadores beta adrenérgicos como o propanolol,
receitado para tratar enxaqueca, números que revelaram o
uso das substâncias simultaneamente.
Além disso, 80 pesquisados especificaram o uso de outros
medicamentos que utilizavam. O mais comum entre eles é o
Adderall, uma anfetamina similar ao metilfenidato.
Surpreendemente, o uso não variou muito conforme as
faixas etárias. Nora Volkow, diretora do Instituto
Nacional de Uso de Drogas (Nida, na sigla em inglês) de
Maryland, disse que pesquisas sugerem que o uso de
estimulantes é maior entre pessoas de 18 a 25 anos e em
estudantes.
O estudo foi motivado por uma investigação das
neurocientistas Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir
da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que
observaram seus colegas em relação ao uso de drogas para
melhorar a atenção e concentração.
Redação Terra
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