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Humanidade esteve à beira da extinção, segundo
paleontólogos
da France Presse, em Washington
A humanidade esteve à beira da extinção há cerca de 70
mil anos, após condições climáticas extremas, revela um
estudo publicado nesta quinta-feira (24) por uma equipe
de paleontólogos.
"Quem iria pensar que há apenas 70 mil anos um clima
extremo reduziria nossa população a um número ínfimo,
nos deixando à beira da extinção", destaca Meave Leakey,
professor de paleontologia da Universidade Stony Brook,
de Nova York.
Estudos precedentes já tinham revelado que a população
humana, que hoje registra 6,6 bilhões, chegou a ter dois
mil indivíduos há 70 mil anos.
O leste da África sofreu uma série de secas severas
entre 135 mil e 90 mil anos atrás, que contribuiu para
dispersar a população humana em pequenos grupos, que se
desenvolveram isoladamente, explicaram Doron Behar, do
centro médico Rambam, em Haifa (Israel), e Saharon
Rosset, do centro de pesquisas da IBM em Yorktown
Heights (Nova York), os principais autores do estudo.
Apenas há 40 mil anos que todos os grupos humanos se
tornaram parte integral de uma só população
pan-africana, reunidos após 100 mil anos de separação,
destacam os pesquisadores.
"Este estudo ilustra o extraordinário poder da genética
para revelar certos eventos fundamentais da história da
espécie humana", assinalou Spencer Wells, da National
Geographic Society.
"Trata-se certamente da epopéia humana escrita no nosso
DNA, que nos mostra pequenos grupos formados pelos
primeiros humanos, separados por condições climáticas
muito severas, antes de se reagruparem, após seu quase
desaparecimento da Terra, para povoar o mundo".
Depois deste período sombrio, a raça humana experimentou
uma forte expansão, que a levou a ocupar numerosas
regiões do continente africano e a emigrar para fora da
África para povoar outros continentes, por volta de 60
mil anos.
O estudo, publicado no American Journal of Human
Genetics, analisou o DNA de populações do sul e leste da
África.
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