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Baleia que encalhou em rio da Amazônia morre no Pará
A baleia minke que encalhou em um rio da Amazônia, no
Pará, apareceu morta nesta terça-feira, antes do início
da operação de resgate para salvá-la. O animal marinho,
de cinco metros de comprimentos e cerca de sete
toneladas, estava a cerca de mil quilômetros do oceano
Atlântico.
A suspeita é que tenha se desviado de sua rota e entrado
no rio Amazonas pela ilha de Marajó. No rio Tapajós,
afluente do Amazonas, foi atração turística e alvo de
agressão.
Uma necropsia irá identificar a causa da morte da baleia
e o motivo que a fez entrar em águas doces.
O veterinário Milton Marcondes, do IBJ (Instituto Baleia
Jubarte), que está na região a pedido do Ibama
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis), afirmou que a baleia estava
estressada e ferida.
"Se ela fosse ficar aqui no rio ia acabar morrendo. O
animal estava sob estresse o tempo todo, gente subindo
em cima, barcos próximos, tudo isso pode ter
comprometido o quadro dela", disse.
O animal foi encontrado morto às 7h, por ribeirinhos da
comunidade de São José, no rio Arapiuns, afluente do
Tapajós. O local fica a uma hora e meia de barco de
Santarém (730 km de Belém).
Ferimento
Foi nessa comunidade que a baleia foi encontrada
encalhada pela terceira vez, no domingo. Estava
machucada e apresentava ferida superficial perto do
abdome. Veterinários aplicaram antibióticos e fizeram as
primeiras análises, mas o mamífero fugiu.
O ferimento no abdome foi provocado por um ribeirinho,
no sábado, na comunidade de Jaguarituba, em Belterra
(150 km de Santarém). O ponto fica a cem quilômetros da
comunidade do Piquiatuba, onde a baleia foi vista pela
primeira vez, no último dia 13.
Quando o animal apareceu, moradores pensaram que se
tratasse de um peixe-boi gigante ou uma cobra grande.
Quem identificou o animal como baleia foi o professor
Jonathás Xavier dos Santos, da escola municipal Santa
Terezinha.
Hoje, em Piquiatuba, que fica dentro da Floresta
Nacional do Tapajós, moradores demonstraram revolta pela
morte da baleia minke. "O Ibama demorou muito no
resgate", disse Santos.
A equipe que monitora o animal tentou conseguir, com a
ajuda da Petrobras, uma embarcação para transportá-lo de
volta ao oceano, mas a operação ainda estava em fase de
planejamento quando a baleia morreu.
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