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Cabral reage a críticas de jornalistas estrangeiros
RAPHAEL GOMIDE
, no Rio
Em entrevista a jornalistas estrangeiros, o governador
do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), demonstrou contrariedade
diversas vezes e defendeu a polícia do Rio de críticas a
violações de direitos humanos. Segundo ele, é
desrespeitoso chamar a polícia carioca de "corrupta",
porque a instituição é composta por trabalhadores
dedicados.
Após afirmação de uma repórter de um jornal português,
segundo quem "muita gente aqui já deu R$ 1 ou R$ 2 a
policiais", Cabral contra-atacou: "É um desrespeito à
polícia dizer isso. Quem corrompe também é corrupto. É
um enorme desrespeito às pessoas que nos dão
tranqüilidade. Se as pessoas, em vez de dar R$ 2,
denunciassem, seria mais fácil combater isso." As forças
de segurança do Estado mataram 1.072 pessoas em supostos
confrontos de janeiro a outubro deste ano, 17% a mais
que em 2006.
Cabral pregou a manutenção da política de enfrentamento
e reagiu com rispidez a jornalistas que o questionaram
sobre temas de segurança.
"Não há prazer em falar de enfrentamento e luta contra a
criminalidade. Como não senti prazer quando o
procurador-geral da Itália narrava as ações do crime
organizado", disse a um jornalista italiano.
O governador recusou-se a responder a um repórter de um
diário uruguaio o que mudou na política de segurança em
relação a outros governos. "Se para você é tudo a mesma
coisa, é tudo a mesma coisa... O jornalista descreve a
realidade e a interpreta. Se mudou ou não mudou, cabe a
você dizer, não vou ficar aqui defendendo meu governo;
acho isso uma posição ridícula! (...) Você tem o direito
de pôr o que quiser", afirmou Cabral, que se formou em
jornalismo na UniverCidade, na zona sul do Rio.
Cabral voltou a defender a legalização, "no plano
internacional", das drogas. "A relação custo/benefício
para a humanidade não está sendo positiva. O prejuízo
por proibir drogas é muito mais grave do que poderia
causar sua legalização."
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