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Promotoria apura hipótese de telas do Masp estarem no Leste Europeu


O promotor de Justiça Roberto Porto, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), afirmou nesta terça-feira que uma das hipóteses sobre o destino das duas telas milionárias furtadas do acervo do Masp (Museu de Arte de São Paulo) no dia 20 de dezembro do ano passado é o Leste Europeu.

De acordo com Porto, a suspeita surgiu a partir de informações de colecionadores que têm prestado depoimentos no Gaeco. "Não há nada que comprove isso, mas, em outros casos [de furtos de obras], o Leste Europeu foi o destino. Mas é preciso ficar claro que, por enquanto, não há suspeito nem rosto."

Reprodução

À esquerda, "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso; e à direita "O Lavrador de Café"
O Masp permanece fechado desde o furto. Na ocasião, de acordo com a Polícia Civil, os ladrões usaram um macaco hidráulico e um pé-de-cabra para entrar no prédio e saíram em três minutos. Foram levadas as obras "O Lavrador de Café", de Portinari, e "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso.

O crime expôs os fatos de o Masp não ter alarme, sensor ou seguro para o acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão, e de a segurança ser feita por funcionários contratados para serem orientadores de público, ou seja, sem formação em segurança. Só as gravações do circuito interno de segurança captaram imagens da ação dos criminosos.

O museu deve reabrir no dia 11, próxima sexta-feira.

Reforço

Depois do furto, o Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) anunciou uma série de reforços no setor, como a implantação de sensores e alarmes, o maior rigor na entrada de visitantes, o aumento da vigilância externa do prédio, com a ajuda da PM (Polícia Militar), e a contratação de uma empresa de segurança terceirizada.

Já a Prefeitura de São Paulo inaugurou cinco câmeras na avenida Paulista (centro de São Paulo), onde fica o Masp, para monitoramento.

 


 

 

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