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Secretário de Defesa Social de Alagoas
pede exoneração do cargo
da Folha Online
Em meio a uma das maiores crises na área de segurança
pública já vividas em Alagoas, o secretário de Defesa
Social do Estado, Edson Sá Rocha, pediu exoneração do
cargo no final da noite de segunda-feira (11). O pedido
foi aceito pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
O secretário-adjunto da pasta, o coronel da Polícia
Militar Ronaldo dos Santos, responderá interinamente
pelo cargo. Segundo a assessoria de imprensa do governo
de Alagoas, ainda não foi definido um novo nome para
ocupar o cargo. Especulações de integrantes das polícias
Militar e Civil dão conta que o escolhido será um
delegado da Polícia Federal.
A crise na área teve início em 1º de agosto de 2007,
quando os agentes da Polícia Civil deflagraram greve,
que permanece até hoje, quase sete meses depois.
As negociações entre o governo de Vilela Filho e o
sindicato da categoria parecem longe de um fim. O
governador determinou a suspensão dos salários dos
grevistas, o que acirrou os ânimos dos integrantes da
diretoria do Sindpol-AL (Sindicato dos Policiais Civis
de Alagoas).
Segundo o diretor de planejamento do sindicato, José
Carlos Fernandes, a saída de Sá Rocha --como é conhecido
o general-de-brigada do Exército reformado que ocupava o
cargo de secretário-- já era anunciada. "Ficou
insustentável. Ele [Sá Rocha] tinha o perfil de
administração exatamente como o governador queria, o que
nós não concordamos. Se não der a devida atenção e
valorização, pode colocar quem quiser no cargo que não
vai adiantar nada", afirma o diretor.
Os policiais civis decidiram em assembléia aprovar a
pauta de reivindicações, que inclui reajuste de 36,7%
parcelado em seis meses, pagamento de adicional noturno,
implantação da aposentadoria especial, pagamento
imediato dos salários e a suspensão da punição dos
agentes grevistas.
Uma nova reunião dos agentes está prevista para
acontecer às 9h da quinta-feira (14).
Crise
Segundo contabilidade do Sindpol-AL, nos últimos dois
meses foram cometidos cerca de 200 homicídios no Estado
de Alagoas. As investigações não puderam ser realizadas
até agora devido à greve.
O Estado de Alagoas decretou estado de perigo iminente
na segurança pública no dia 30 de janeiro deste ano.
O estado de perigo iminente foi decretado por ser
considerado "grave risco à preservação da ordem pública
e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", segundo
decreto. O governo já solicitou ao Ministério da Justiça
o envio de 300 homens da Força Nacional de Segurança
para ajudar no policiamento do Estado, mas ainda não
houve resposta do pedido por parte do Ministério da
Justiça.
A assessoria de Sá Rocha informou que ele alegou motivos
pessoais para deixar o cargo e não se manifestou se o
pedido de exoneração tem relação com a crise de
segurança no Estado.
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