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Ação na cracolândia encaminha 190
pessoas para atendimento médico e social
da Folha Online
A operação na cracolândia, região central de São Paulo,
realizada desde a manhã desta terça-feira pela Polícia
Militar e por órgãos da prefeitura, encaminhou ao menos
190 pessoas para atendimento médico e social até o
início da tarde.
De acordo com balanço da Secretaria das Subprefeituras,
30 adultos foram encaminhados para atendimento no Pronto
Socorro da Barra Funda, 30 adolescentes foram enviados
para o Pronto Socorro Menino Jesus, outros 50 adultos
foram encaminhados para atendimento na AMA (Assistência
Médica Ambulatorial) da Sé e outros 80 foram enviados
para albergues da prefeitura.

A PM capturou um fugitivo do presídio de Franco da Rocha
e encaminhou nove pessoas para averiguação no 77º
Distrito Policial (Santa Cecília) e 15 para o 3º DP
(Santa Ifigênia).
A ação na cracolândia é semelhante a outra realizada em
2007, quando a prefeitura anunciou a intenção de
desapropriar 103 mil metros quadrados. Na ocasião, a PM
comandou abordagens a traficantes e a usuários, e as
equipes da prefeitura se dedicaram a fiscalizar
estabelecimentos ilegais.
Em uma sabatina da Folha, realizada em maio do ano
passado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), disse que a
cracolândia "não existe mais". Na ocasião, o prefeito
deu "nota dez" à sua administração.
Já em fevereiro deste ano, a Folha revelou que a
cracolândia continuava existindo, mas parte dos usuários
havia se deslocado para áreas vizinhas.
A operação iniciada hoje na cracolândia deve durar 20
dias. As abordagens serão da rua Mauá até a rua
Conselheiro Nébias (duas quadras além da avenida Rio
Branco) e da avenida Ipiranga à alameda Nothman (três
quadras após a avenida Duque de Caxias). São 28
quarteirões a mais que incluem as praças Princesa Isabel
e Júlio Prestes, além de trechos da rua Barão de
Piracicaba e da alameda Cleveland.
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