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Brasil e Espanha chegam a acordo sobre
barrados
ANELISE INFANTE
De Madri para a BBC Brasil
Representantes dos governos do Brasil e da Espanha
assinaram nesta terça-feira em Madri um protocolo de
seis pontos para tentar pôr fim à crise diplomática dos
turistas barrados em aeroportos dos dois países.
De acordo com o documento, os países se comprometeram a
permitir que os chamados "inadmitidos" entrem em contato
com os consulados locais em busca de apoio.
Atualmente, os viajantes barrados ficam incomunicáveis.
A pedido do governo brasileiro, o Ministério do Interior
da Espanha também prometeu permitir aos barrados acesso
a banheiros e às malas.
Cooperação
Nos casos mais recentes, brasileiros reclamaram de ter
ficado até 24 horas sem comida e sem poder tomar banho.
Ficou decidido ainda que haverá novos encontros
periódicos para tratar do assunto imigração, inclusive
porque o número de brasileiros na Espanha triplicou nos
últimos quatro anos.
Segundo destino imigratório mundial, atrás apenas dos
Estados Unidos, a Espanha não mudará suas normas de
controle policial nas fronteiras, mas diz que colaborará
com o Brasil.
Um dos pontos do acordo é a intenção de reforçar a
cooperação da polícia de ambos países, inclusive com
intercâmbio de agentes.
Caixa eletrônico
Os dois governos se comprometeram ainda a fazer melhores
campanhas de informação sobre os requisitos legais para
a entrada de turistas.
Outro ponto do acordo foi a instalação de caixas
bancários eletrônicos nos terminais aeroportuários
dentro das áreas de controle de fronteira dos dois
países, a pedido da Espanha.
O objetivo é poder dar aos turistas a possibilidade de
sacar dinheiro nos casos em que a polícia aduaneira
exigir como requisito a apresentação de quantias mínimas
para custear a estadia.
Turistas espanhóis dizem ter medo de chegar ao Brasil
com dinheiro no bolso e ser assaltados.
O documento foi assinado pelo subsecretário das
Comunidades Brasileiras no Exterior, Otto Maia
(Ministério de Relações Exteriores) e pela subsecretária
do Ministério espanhol das Relações Exteriores, María
Jesús Figa.
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