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Avô e tia de Isabella chegam à delegacia
debaixo de protestos
da Folha Online
Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia de
Isabella Nardoni, 5, chegaram para prestar depoimento no
9º Distrito Policial (Carandiru) por volta das 16h20
desta quarta-feira sob protestos. Eles entraram pela
porta lateral da delegacia. Pai e filha estão entre as
quatro testemunhas consideradas imprescindíveis pela
polícia para concluir o inquérito que investiga a morte
da menina.
Ao menos 50 pessoas se aglomeraram em frente ao DP para
protestarem contra a morte da menina. Alguns chamavam o
avô e a tia de Isabella de "assassinos". A menina morreu
no último dia 29 após ser arremessada do sexto andar do
prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni, 29, e a
madrasta Anna Carolina Jatobá, 24. O casal é suspeito de
ter envolvimento na morte da menina.
O depoimento de Antonio e Cristiane inicialmente foi
marcado para esta terça-feira (22), mas foram remarcados
para hoje. As identidades das outras duas testemunhas
não foram reveladas pela polícia. Ao menos uma delas
prestava depoimento no 9º DP por volta das 15h.
A Polícia Civil tentará esclarecer se Antonio Nardoni e
a filha tomaram algum tipo de atitude que pudesse
prejudicar a investigação sobre o assassinato da menina,
como revela a reportagem publicada na edição desta
quarta-feira na Folha (integra disponível para
assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a reportagem, a polícia desconfia que Cristiane,
para proteger o casal, tentou limpar manchas de sangue
que ficaram espalhadas em diversos pontos do
apartamento, sob orientação do avô da menina. Tal fato
poderia ser configurado como adulteração de cena do
crime, mas o apartamento não foi imediatamente
interditado pela polícia para a realização das sete
perícias que ocorreram após a morte de Isabella.
Indignação
Entre os manifestantes que se reuniram em frente à
delegacia estava a dona-de-casa Rosana Spaolonzi, 45,
moradora da Vila Mazzei, que fica perto da casa dos pais
do Alexandre.
Ela pagou R$ 90 para fazer uma faixa de aproximadamente
cinco metros onde mandou escrever uma longa mensagem. Na
faixa há elogios ao trabalho das polícias e pedidos de
mudanças no Código Penal.
"Faz um mês que estou sofrendo com isso e resolvi fazer
meu protesto, mas não sou favorável a ir até a casa de
alguém e ficar chutando a porta, por isso fiz a faixa",
disse Rosana.
Mesmo após a entrada de Antonio e Cristiane no DP, os
manifestantes permanecem em frente à delegacia. A
expectativa agora é pela saída de ambos, que também deve
ser acompanhada de protesto.
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