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Defesa de Nardoni aguarda denúncia para questionar polícia na Justiça


CLAYTON FREITAS
da Folha Online


Os advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins, que defendem o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, afirmaram na tarde desta segunda-feira que só irão questionar o trabalho produzido pela Polícia Civil durante a fase de inquérito na Justiça.

Isabella morreu ao ser jogada do sexto andar do prédio onde Anna Carolina e Alexandre moravam. Os dois são os únicos suspeitos e indiciados pela Polícia Civil.

Os advogados chegaram às 15h de hoje ao 9º DP (Carandiru), que concentra as investigações, e saíram cerca de uma hora depois com cópias dos autos. Apesar de a Polícia Civil já ter disponibilizado as chaves do apartamento após a reconstituição realizada no domingo, elas não as levaram.

Segundo os advogados, a defesa não acompanhou o trabalho da perícia ontem no edifício London, onde ocorreu a simulação da morte. Sousa disse que só irá ter contato com as informações após elas serem transformadas em laudos e anexadas ao inquérito.

O inquérito já possui cerca de mil páginas, de acordo com o advogado, e a defesa ainda trabalha para analisar os autos. "Tudo que foi produzido na fase de inquérito policial, sejam os laudos ou os depoimentos, pode passar pelo crivo do contraditório, onde a defesa pode, com uma postura técnica, questionar o que foi feito", disse Sousa.

Sousa e Martins descartaram qualquer definição a respeito de uma eventual representação contra possíveis irregularidades na condução pelos policiais civis no inquérito que apura morte de Isabella Nardoni.

Hoje, o Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) pediu à Secretaria da Segurança Pública que eventuais adulterações no cenário do crime por policiais sejam investigadas.

 





 

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