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Inquérito do caso Isabella chega a fórum;
Promotoria deve se manifestar após feriado
da Folha Online
A Polícia Civil entregou na manhã desta quarta-feira no
fórum de Santana (zona norte de São Paulo) o inquérito
policial sobre a morte de Isabella Nardoni, 5. O
relatório, que pede a prisão preventiva de Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá --pai e madrasta da
menina-- será analisado pelo promotor Francisco José
Taddei Cembranelli.
O documento foi protocolado às 10h10, de acordo com o
Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o
promotor decidir se apresenta ou não a denúncia
(acusação formal) contra o casal, indiciado pelo crime.
A expectativa, no entanto, é de que ele se manifeste
sobre o caso já na próxima semana.
O relatório polícia leva em conta laudos do IC
(Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico
Legal) para sustentar o pedido de prisão preventiva de
Alexandre e Anna Carolina.
27.abr.08/Folha Imagem

Peritos seguram boneca do mesmo tamanho de Isabella
durante reconstituição do crime, na zona norte de São
Paulo
Ambos foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio
qualificado contra Isabella, com três agravantes
--motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa
da vítima.
Inquérito
Durante os 30 dias da investigação feita pela Polícia
Civil, 64 pessoas foram ouvidas. O inquérito tem seis
volumes e soma cerca de mil páginas.
Caberá à Promotoria oferecer denúncia (acusar
formalmente) contra o casal, e à Justiça decidir se abre
ou não processo contra o pai e a madrasta de Isabella.
Caso a denúncia seja aceita, a ação penal é iniciada --e
Alexandre e Anna Jatobá passam a ser réus.
Após a conclusão do processo, os réus vão a julgamento.
Em qualquer uma das fases do processo judicial, cabe
recurso.
Crime
Isabella morreu na noite de 29 de março, quando passava
o fim de semana com o pai e a madrasta. Ela foi
asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na
zona norte de São Paulo.
No último dia 18, Alexandre e Anna Carolina foram
novamente ouvidos pela polícia e acabaram indiciados
pela morte da menina. Ambos negam.
A reconstituição do crime ocorreu no último domingo
(27), sem a presença do casal. Os laudos serão anexados
ao inquérito.
Na segunda-feira (28), o promotor disse ter elementos de
provas suficientes para justificar uma ação penal contra
o pai e a madrasta de Isabella.
Os advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins,
que defendem o casal, disseram que só questionarão o
trabalho produzido pela Polícia Civil durante a fase de
instrução na Justiça.
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