Madrasta de Isabella é transferida
para penitenciária
Para peritos, Isabella foi asfixiada
e atirada
Soltura não atrapalha investigações, diz delegada do
caso Isabella
A madrasta da menina Isabella Nardoni, 5 anos, Anna
Carolina Trotta Jatobá, chegou à Penitenciária Feminina
do Carandiru, na zona norte de São Paulo, para onde foi
transferida. Ela deixou o 97º Distrito Policial (Americanópolis),
na zona sul, por volta das 10h.
Anna Carolina e Alexandre Nardoni, pai de Isabella, se
entregaram à polícia na noite de quarta-feira. Após
passarem por exames de corpo de delito no Instituto
Médico legal (IML), o pai foi levado para o 13º DP, na
zona norte, e a madrasta para o 97º DP.

Alexandre Nardoni pai de Isabela- foto
acima
Ao chegar à delegacia, a madrasta de Isabella era a
única presa no local. Durante a madrugada, outras duas
mulheres foram levadas à DP, mas estavam em celas
separadas da de Anna Carolina.
De acordo com policiais, quando chegou à delegacia Anna
Carolina recebeu um lanche servido por uma carcereira e
passou a ler a Bíblia. Depois disso, não se alimentou
durante a madrugada e não havia dormido até as 4h50.
Segundo o delegado José Tanganelli, ela havia sido
levada para um dos CDPs da capital ontem pois o horário
limite para a transferência de presos termina às 17h.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no
sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram
o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina
Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo.
Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e
levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu
aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
J
ustiça decreta prisão preventiva do pai
e madrasta de Isabella
8 de maio de 2008
O juiz Maurício Fossen decretou na noite desta
quarta-feira a prisão preventiva do casal Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a
menina Isabella Nardoni, no dia 29 de março, segundo a
Globo News.
A denúncia foi apresentada ontem pelo promotor Francisco
Cembranelli. Os dois são acusados de homicídio
triplamente qualificado.
Cembranelli aponta como provas contra o casal laudos
periciais e versões de testemunhas. Alexandre e Anna
Carolina negam o crime e afirmam que o crime foi
cometido por uma terceira pessoa --assaltante ou
desafeto--, que invadiu o apartamento.
Agora, caberá ao juiz aceitar ou não a denúncia --ou
seja, decidir se abre ou não processo contra o casal.
Caso a denúncia seja aceita, Alexandre e Anna Jatobá
passam a ser réus. Após a conclusão do processo, os réus
vão a julgamento. Em qualquer uma das fases do processo
judicial, cabe recurso.