|
Roubo de remédios supera falsificações e
cresce 20% em um ano
da Folha Online
Um relatório elaborado pela FGV (Fundação Getúlio
Vargas) preparado a pedido do Max Planck Institute, um
órgão do governo alemão que estuda o tema em vários
países, aponta que o roubo de carga de remédios supera
as falsificações e se consolida como o principal ator do
mercado ilegal de medicamentos no país, segundo
reportagem da Folha (íntegra do texto exclusiva para
assinantes do jornal e do UOL) desta sexta-feira.
A reportagem, assinada pela jornalista Claudia Colucci,
traz dados a respeito do roubo de cargas de medicamentos
no Estado de São Paulo ao longo do ano de 2007 e o
primeiro trimestre deste ano. Os números apontam uma
evolução de 20% nessa modalidade de crime em 2007 em
relação ao mesmo período de 2006.
A partir de entrevistas com delegados e promotores, a
FGV chegou a conclusão de que há ao menos 50 grupos
especializados em roubo de carga de medicamentos agindo
no país. Em geral, diz o texto, eles têm informações que
saem de dentro das próprias companhias farmacêuticas
sobre a data da saída, o conteúdo e o destino das cargas
de remédios.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
estuda um mecanismo de rastrear todos os tipos de
medicamentos desde sua fabricação até a venda no balcão
das farmácias.
A reportagem traz ainda informações de estudo coordenado
pelo Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial)
a respeito da informalidade no setor farmacêutico no
Brasil. Ela varia de 20% a 40% e gera uma perda anual
entre R$ 2 a R$ 3 bilhões em arrecadação de impostos e
recolhimento de taxas estaduais e federais.
|