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Acusado de matar estudante em SP é solto; polícia procura arma

da Folha Online

A polícia procura na tarde desta quarta-feira a arma com a qual foi morto o estudante Alexandre Andrade Reyes, 18, em uma briga de trânsito no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Ismael Vieira da Silva, 23, se apresentou ontem (27) à polícia, depôs e foi liberado em seguida.



Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Silva confessou ter se envolvido no caso, mas disse que só atirou porque foi atacado por sete pessoas. Ainda de acordo com seu depoimento, sua arma foi jogada pela janela do carro logo depois do crime. Até o início da tarde desta quarta, nada havia sido encontrado.

A polícia ainda estuda se vai pedir a prisão temporária de Silva à Justiça. Como não houve flagrante, todas as versões e as provas colhidas serão analisadas antes de qualquer medida ser tomada. Apesar de ter sido liberado, o suspeito foi indiciado por homicídio.

Reyes foi morto na última sexta-feira (23) quando voltava de uma festa em um Corsa dirigido por outro rapaz. Na avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, o Corsa teve que frear de repente pois a picape da frente, uma Montana, freou bruscamente em uma lombada.

Não houve choque, mas os motoristas da Montana e do Corsa começaram a discutir e a brigar. Em meio ao tumulto, o dono da picape pegou a arma e atirou. Embora mirasse no motorista do Corsa, acertou Reyes.

Enquanto o estudante era socorrido pelos outros amigos, o motorista do Corsa retornou para o carro e começou a perseguir a Montana, que fugira. Na mesma avenida, o amigo de Reyes perdeu controle da direção e bateu o Corsa em um poste. O rapaz foi socorrido e levado para o hospital com o nariz ferido.

Legítima defesa

Na delegacia, Silva disse que atirou porque era agredido por sete pessoas do grupo de amigos de Reyes. O delegado Silvio Balangio Junior, que conduz as investigações, considera a versão compatível com o que os peritos conseguiram até agora.

A trajetória da bala mostra que o atirador estava em um ponto mais baixo do que a vítima. Sua caminhonete teve o vidro lateral do motorista quebrado, a lateral esquerda amassada e o pára-choque riscado, o que também condiz com a versão apresentada pelo acusado. Os danos no carro e pequenas lesões no corpo do suspeito, segundo a polícia, também condizem com a alegação de legítima defesa do suspeito.
 

 

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