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Defesa de pai e madrasta de Isabella
cancela perícia em edifício
da Folha Online
Os advogados de Alexandre Nardoni, 29, e de Anna
Carolina Jatobá, 24, cancelaram a visita que dois
peritos contratados por eles para avaliar as conclusões
da Polícia Técnico-Científica de São Paulo fariam ao
edifício London, onde a menina Isabella, 5, morreu, dois
meses atrás. Nardoni e Jatobá são acusados do
assassinato e estão presos desde o último dia 7.

Os contratados são o legista George Sanguinetti e a
advogada Delma Gama e Narici. Os dois deveriam ter ido
ao edifício às 9h desta quinta. Um dos advogados da
defesa, Rogério Neres de Sousa, chegou a dizer que os
colegas acompanhariam os dois peritos.
Horas depois, por volta das 12h, no entanto, o
escritório de outro advogado, Marco Polo Levorin,
informou o cancelamento da visita, sem dizer o por quê
ou se ela foi reagendada.
Procurado, Sanguinetti afirmou que ele e Narici estavam
"preparados" para realizar o trabalho, mas dependiam da
autorização dos advogados.
Para os advogados, a ida dos peritos ao edifício é
necessária para comprovar as conclusões que eles tiraram
dos laudos do IC (Instituto de Criminalística) e que
diferem muito das tiradas pelos peritos da Polícia
Civil.
Desde o começo das investigações, a defesa de Nardoni e
Jatobá sustenta que uma terceira pessoa invadiu o
apartamento do casal, no sexto andar do edifício,
agrediu Isabella e a jogou da janela. Ontem (28), em
depoimento ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do
Júri, o casal reafirmou que é inocente.
Perícia
Os dois peritos pagos pela defesa provocaram polêmica ao
apresentarem as conclusões que tiraram dos laudos do IC.
Para eles, as marcas no pescoço de Isabella que a
polícia concluiu serem indícios de esganadura, na
verdade, são frutos das manobras de ressuscitação. Eles
afirmaram ainda que a menina pode ter sido jogada de
cabeça para baixo.
Sanguinetti, ao apresentar suas convicções, criticou o
trabalho dos peritos da polícia. "Uma perícia inicial de
duas horas é uma vergonha. Normalmente o trabalho
inicial é mais profundo. Os laudos foram medíocres e não
têm valor 'probante'. Não há provas técnicas de que ela
[Isabella] tenha sido espancada."
Em retaliação, a presidente da APCESP (Associação dos
Peritos Criminais do Estado de São Paulo), Maria do
Rosário Serafim, promete processá-lo por injúria,
calúnia e difamação.
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