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Adolescente desaparecida discutiu com a
mãe por querer viajar
PAULO TOLEDO PIZA
colaboração para a Folha Online
A adolescente Giovanna Maresti Sant'Anna Silva,15, teve
uma briga com a mãe por querer viajar para o interior do
Estado de São Paulo com a amiga Ana Lívia Destefani
Luciano, 16, na última quinta-feira (5). Horas mais
tarde, as duas desapareceram. Elas foram vistas pela
última vez em uma sessão de cinema no Espaço Unibanco,
localizado na rua Augusta (região central de São Paulo).

O último contato foi feito por volta das
23h da quinta-feira, quando Giovanna telefonou para a
avó. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe
dela, a atriz e professora de teatro Kelly di Bertolli,
a garota havia afirmado que iria dormir na casa de Ana
Lívia. As duas jovens estudavam no tradicional colégio
Equipe (zona oeste de São Paulo).
Depois do cinema, as duas pegaram uma carona com um
jovem próximo a um ponto de ônibus, entre 1h e 2h, e
foram até o terminal da Barra Funda (zona oeste de São
Paulo). Segundo o pai do rapaz, durante o trajeto, elas
disseram que tinham contatos em Minas e que iriam até
Monte Verde. A intenção delas era juntar dinheiro e ir
até a Argentina.
Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), as
investigações são conduzidas pela Delegacia de Pessoas
Desaparecidas do DHPP (Departamento de Homicídios e
Proteção à Pessoa). A hipótese de seqüestro é descartada
pelos investigadores, uma vez que nenhum contato foi
feito com a família para pedir resgate.
Discussão
Bertolli contou à polícia que, por volta das 12h do dia
do desaparecimento da filha, recebeu um telefonema dela
dizendo que pretendia fazer uma viagem com a amiga Ana
Lívia para a cidade de Bauru (329 km de São Paulo).
Bertolli estava no Rio trabalhando, e a filha, em São
Paulo. No contato, as duas acabaram discutindo.
Ela diz que autorizou a viagem da filha a Bauru desde
que Giovanna fornecesse o telefone da mãe da amiga, que
também iria viajar com as adolescentes. "Eu disse que
podia, mas queria o telefone da mãe dela", afirma.
Bertolli ressalta que a filha jamais desapareceu, porém
que reclamava de sua vida na cidade de São Paulo e tinha
interesse em viver no exterior.
"Ela é muito independente, fala muito bem inglês e
espanhol. Mas isso é uma coisa. Outra coisa é largar a
mãe dela desesperada, com um plano absurdo e sem
dinheiro. Eu quero saber onde ela está, com quem ela
está. Ela não tem idade para fazer tudo isso sozinha."
Buscas
Desde o sumiço das adolescentes, os parentes deflagraram
uma campanha de busca que inclui mensagens pela internet
para procurá-las.
Uma comunidade no site de relacionamentos Orkut foi
criada e até um hacker foi contratado pela família para
tentar encontrar pistas das garotas. Segundo a mãe de
Giovanna, a busca é dificultada pelo fato de a filha ter
colocado uma senha até agora não reconhecida, o que
impede o acesso aos dados.
Bertolli conta que foi a Monte Verde, em Minas, e que
espalhou fotos das duas garotas por mesas de bares do
local.
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