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Mesmo com protesto, Kassab mantém
restrições a caminhões em SP
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou
nesta quarta-feira que não vai voltar atrás em sua
decisão de restringir a circulação de caminhões de
pequeno porte durante o dia no centro expandido da
cidade de São Paulo. A medida, anunciada hoje, entra em
vigor no final deste mês.
Caminhões de até 6,3 metros de placa ímpar deverão
circular apenas nos dias ímpares, e os de placa par, nos
dias pares durante 30 dias. O período funcionará como
transição para que eles programem suas entregas entre as
21h e as 5h. A nova medida deve durar 120 dias, a partir
do final de junho.
"Quem fala em voltar atrás são pessoas que não têm a
menor consideração por uma cidade de 11 milhões de
habitantes", afirmou hoje o prefeito depois de vistoriar
as obras de um viaduto no Jaraguá, zona norte de São
Paulo. "Nós vamos implantar as medidas no dia 30 de
junho."
Ele disse que as medidas serão implantadas aos poucos.
"Estamos fazendo uma implantação gradual na operação de
veículos de carga na cidade de São Paulo. Tem de ser
gradual e cuidadosa porque se trata de uma cidade com 11
milhões de habitantes."
Ele disse se também haverá rodízio de caminhões nas
marginais dos rios Tietê e Pinheiros. "Ainda falta a
análise do rodízio de caminhões nas marginais, que
também acontecerá."
Protestos
A medida foi recebida com protesto por caminhoneiros
esta manhã. Os motoristas partiram da ponte da Vila
Guilherme e seguiram por 20 quilômetros pela pista local
da via até a ponte do Jaguaré, na marginal Pinheiros. A
lentidão do trânsito, que chegou a 11 km na via, segundo
a CET, começou a diminuir somente depois das 13h15.
Apesar das críticas, Kassab disse que manterá o diálogo
com o setor. "Estamos em uma democracia, as
manifestações são permitidas. O diálogo está aberto",
disse. "Nós estamos conversando por meio da Secretaria
de Transportes."
Ele admitiu que a medida é "dura", mas pediu a
compreensão dos caminhoneiros. "É evidente que é uma
medida dura, mas duro também é o trânsito de São Paulo.
Os proprietários de veículos particulares já dão a sua
cota de sacrifício enfrentando o rodízio. Aqueles que
fazem o transporte de carga também terá sua cota de
sacrifício."
Para ele a adaptação é questão de tempo. "Em pouco tempo
toda a cidade estará adaptada a essas novas medidas",
concluiu.
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