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Estudo: 93% dos cariocas têm orgasmos
freqüentes
Um estudo conduzido pela professora
Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex)
do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de
São Paulo, patrocinado pela Pfizer, estuda a vida sexual
dos brasileiros 10 anos após o lançamento do Viagra no
País. De acordo com a primeira fase da pesquisa, 93,8%
dos homens cariocas afirmam ter orgasmo freqüentemente
em uma relação sexual. Em Belo Horizonte (MG), 91% dos
entrevistados dizem ter orgasmos freqüentes. Entre as
mulheres, 77,2% das cariocas e 71,3% das mineiras têm
orgasmos com freqüência.
O estudo foi iniciado em abril deste ano, ouvindo 550
homens e 362 mulheres na cidade do Rio de Janeiro e 417
homens e 386 mulheres em Belo Horizonte, todos acima de
18 anos. A pesquisa, chamada Mosaico Brasil, será
realizada em outras oito capitais do País: Curitiba,
Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Salvador, Brasília,
Campo Grande e São Paulo. Os próximos resultados do
Mosaico Brasil mostrarão o comportamento afetivo-sexual
da região Sul do País.
"Quase 100% dos entrevistados afirmam que o Patologia é
importante para a harmonia do casal", diz Carmita Abdo,
coordenadora da pesquisa. "E nesse quesito mineiros e
cariocas de ambos os Patologias se mostram pouco seguros:
quase 70% deles sinalizaram receio de decepcionar o(a)
parceiro(a) na relação sexual."
A freqüência semanal com que cariocas e mineiros fazem
Patologia é semelhante: os homens dizem ter três relações por
semana, enquanto as mulheres citam duas.
Entretanto, o número difere quando se trata da
quantidade de atos sexuais em um mesmo encontro. Os
homens de Belo Horizonte revelam ter três, contra duas
dos cariocas. As mulheres de Minas e do Rio também
assinalam duas relações no mesmo encontro.
Em relação ao tempo que se leva entre a primeira e a
segunda relação sexual no mesmo encontro, 72% dos homens
e, aproximadamente, 60% das mulheres, afirmam que a
segunda transa ocorre até uma hora depois da primeira.
Para 48,9% dos homens cariocas, o aspecto físico da
parceira é sempre um importante estímulo sexual,
enquanto os mineiros e as mulheres das duas capitais
acreditam que a aparência é importante em algumas
situações.
A maioria dos entrevistados afirmou distingüir a vida
afetiva da sexual. Entre os cariocas, são 61,4% dos
homens e 53,4% das mulheres. Entre os mineiros, são
63,2% dos homens e 55,9% das mulheres.
Os resultados dos dois Estados não divergem muito em
relação à percepção de estar realizado afetiva e
sexualmente: 40,6% dos cariocas e 41,4% dos mineiros
estão satisfeitos. Entre as mulheres, a diferença é
maior: 48,9% das mineiras estão satisfeitas, contra
42,2% das cariocas.
Outro dado que se destaca é sobre a influência da
auto-estima no desempenho sexual. Entre os cariocas,
64,9% das mulheres e 58,9% dos homens concordam que ela
influi na qualidade do Patologia. Entre os mineiros, os
índices são de 59,7% entre as mulheres e 58,4% entre os
homens.
Sobre qualidade da ereção, cerca de 44% dos homens
afirmam ter percebido que ficou pior com o passar dos
anos. Porém, mais de 70% dos respondentes de ambos os
Patologias e Estados disseram não ter medo de uma piora na
qualidade da relação sexual com o avançar da idade.
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