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Justiça manda soltar viúva do
milionário ganhador da Mega-Sena
A Justiça mandou soltar nesta sexta-feira Adriana
Ferreira Almeida, a viúva do milionário da Mega-Sena
Renné Senna. Ela é acusada de ter encomendado a morte do
marido e estava presa desde o início do ano passado.
Renné Senna ganhou R$ 51,8 milhões na loteria em 2005.
Em janeiro do ano passado, ele foi morto a tiros em um
bar, em Rio Bonito (RJ). Adriana Almeida é apontada como
a mandante do crime.
Por unanimidade, a Quinta Turma do STJ (Superior
Tribunal de Justiça) aceitou, na noite de quinta-feira
(26), pedido de habeas corpus de Almeida. O alvará de
soltura dela deverá ser expedido nesta tarde pela 2ª
Vara Criminal de Rio Bonito, informou a Justiça.
Os ministros do STJ seguiram o voto da relatora, a
ministra Laurita Vaz. Segundo o STJ, a ministra avaliou
que que Almeida passa por 'constrangimento ilegal' por
causa da demora do julgamento do processo. Ela ainda não
tem data para ir a júri. 'O constrangimento ilegal está
evidenciado. Não há qualquer elemento concreto
individualizado capaz de justificar a custódia
excepcional', disse Vaz.
Além de Adriana Almeida, a Justiça mantém presos os
ex-seguranças de Senna Edinei Gonçalves, Anderson Sousa,
Ronaldo Amaral, Marco Antonio Vicente --os dois últimos
policiais militares--, e Janaína Sousa, mulher de
Anderson.
No fim do ano passado, o STJ determinou que Adriana
Almeida e outros acusados de participação no crime
fossem ao Tribunal do Juri. Gonçalves e Amaral
participarão de julgamento marcado pelo para o dia 7 de
agosto.
Crime
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, Almeida teria se
aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do
milionário: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio
Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira,
conhecido como China; o funcionário público Ednei
Gonçalves Pereira; a professora de educação física
Janaína Silva de Oliveira e o marido dela, o ex-PM
Anderson Sousa. Este último teria exercido a função de
chefe da segurança do milionário e, segundo as
investigações, teria sido o autor dos disparos junto a
Pereira.
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