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PM impede passagem de caminhões na
marginal Tietê; sindicalistas deitam na pista
da Folha Online
A Polícia Militar realiza um bloqueio para impedir que
cerca de cem caminhoneiros que estão na marginal Tietê,
próximos à ponte da Vila Guilherme, acessem a região
central de São Paulo, na tarde desta segunda-feira.
Alguns integrantes do Sindicato dos Condutores em
Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo
chegaram a deitar na pista local em protesto, mas foram
retirados pela Polícia Militar, segundo os próprios
sindicalistas.
Os caminhões ocupavam duas faixas da pista local. Cerca
de 50 motoristas foram para a pista expressa e tentaram
fechá-la. Alguns deles sentaram na via e foram retirados
pela PM, que chegou a usar gás pimenta. "A polícia agiu
com violência desnecessária, abuso de autoridade. Vamos
entrar com uma representação contra eles", disse o
sindicalista Almir Macedo Pereira, atingido nas costas
por golpes de cassetete.
O major Ricardo Fernandes justificou a ação: "Não dá
para um benefício particular prejudicar o público.
Tivemos que agir, mas apenas com a força necessária",
disse.
Os caminhoneiros realizam uma manifestação contra as
novas medidas de restrição ao tráfego de caminhões
impostas pela prefeitura.
A intenção da nova restrição veicular, segundo a
prefeitura, é provocar a retirada de cerca de 100 mil
dos 210 mil caminhões que rodam na área central --uma
melhoria de 14% a 17% no trânsito.
Ao menos 200 caminhões participam da manifestação,
segundo estimativas da Polícia Militar. Além da
marginal, um outro grupo trafega pela avenida dos
Bandeirantes para encontrar os demais. A faixa da
esquerda da marginal Pinheiros, no sentido Castello
Branco, está interditada. A CET (Companhia de Engenharia
de Tráfego) recomenda evitar a região.
Segundo o vice-presidente do sindicato, Jorge Aparecido
de Melo, o grupo interditou parte das faixas da pista
local e expressa. Ele afirma que integrantes do
sindicato, inclusive o presidente, Almir Macedo, foram
atingidos por golpes de cassetetes de policiais
militares. Procurada, a Polícia Militar nega confrontos
e informou que a situação está tranqüila.
Protesto
Em protesto, os caminhoneiros devem circular em vias da
ZMRC (Zona Máxima de Restrições a Caminhões), interna ao
centro expandido, e ir até centro da cidade, no viaduto
do Chá, sede da prefeitura. No local, pretendem ser
recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), autor da
proposta e candidato nas eleições deste ano.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes, em
duas horas de fiscalização, 16 multas foram aplicadas
por desrespeito às novas regras para caminhões na
cidade.
As novas medidas entraram em vigor às 5h. Entre elas
está a nova delimitação da Zona Máxima de Restrições a
Caminhões. Com a medida, os caminhões de médio e grande
portes estão proibidos de circular na área --de 100 km
quadrados interna ao centro expandido-- das 5h às 21h,
de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados.
Segundo Macedo, os caminhoneiros querem que Kassab
reverta os decretos.
"Se recebermos multa vamos recorrer. É um direito
constitucional.Se estas medidas prevalecerem, irão
provocar impactos na segurança, e provocar
desabastecimento e desemprego", afirma Macedo.
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