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Fila de transplantes de órgãos no Rio
pára após operação da PF
A fila para receber transplantes de
fígado no Rio está parada desde a Operação Fura-Fila, da
PF (Polícia Federal), realizada na semana passada. A
ação desarticulou suposto esquema de fraude na lista de
espera pelo órgão humano e prendeu o médico Joaquim
Ribeiro Filho, ex-chefe da Central de Transplantes do
governo do Rio, acusado de comandar o esquema.
A fila está parada por causa da falta de oferta de
fígados aos pacientes que esperam para ser
transplantados, de acordo com a Secretaria Estadual de
Saúde. Apenas um fígado foi disponibilizado desde o
último dia 30, quando ocorreu a operação, mas o paciente
que o receberia morreu antes de fazer o transplante.
Atualmente, 1.077 pessoas aguardam para fazer
transplantes de fígado no Rio através do Ministério da
Saúde, segundo a Central de Transplantes do Rio, que
coordena a lista de espera, o recebimento e a
distribuição dos órgãos humanos e as operações. Este
ano, 72 transplantes de fígado foram realizados no Rio,
conforme dados da central. No ano passado, foram 151
operações do tipo.
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal à
Justiça, o médico Joaquim Ribeiro Filho, que também
chefiou o setor de transplantes de fígado do hospital da
UFRJ, emitia laudos falsos e enganava funcionários da
central de transplantes para conseguir tirar fígados que
iriam para pacientes no da lista do Sistema
Nacional de Transplantes no Rio.
Em troca de pagamentos que alcançavam R$ 250 mil, o
médico transplantava o órgão desviado em pacientes que
pagavam a taxa, segundo a denúncia. As operações eram
realizadas por Ribeiro Filho e sua equipe na clínica São
Vicente.
Em nota, a clínica negou qualquer envolvimento com o
suposto esquema. A PF informou que não havia sido
encontrada irregularidade na unidade de saúde.
Até a semana passada, os transplantes de fígado do
Ministério da Saúde eram realizados no Rio no hospital
da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), no HGB
(Hospital Geral de Bonsucesso) e na clínica São Vicente.
Após a PF desarticular o suposto esquema, no entanto, o
ministério anunciou que todas as operações agora serão
concentradas no HGB.
A Secretaria de Estadual Saúde do Rio informou ainda
que, apesar das mudanças e da falta de oferta de
fígados, os funcionários da Central de Transplantes do
Rio estão trabalhando normalmente.
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